quinta-feira, 18 de março de 2010

Intesamente...


Semana de provas, aquela correria boa.

Os neurônios parecem falhar, a criatividade vai passear em qualquer lugar e esquece de voltar, derrepente estou diante de um monte de apostilas e sem uma única ideia descente.


Na falta do que fazer, resolvi rabiscar aqui no blog.


Quem sabe, a inspiração me volta e termino as questões.


Questões, questões...


A vida é feita disto, perguntas!


Outro dia, vi uma propaganda e concordo plenamente, dizia que o que move o mundo, são as perguntas, não as respostas.


De tanto questionar, criaram, inventaram, fizeram diferente do esperado, queimaram, explodiram, reconstruíram e depois destruíram de novo... e assim caminha a humanidade.


Quantas questões tenho agora em mente? Talvez por isto me falte espaço para questões de língua portuguesa.


Se fosse permitido tirar um raio X do meu cérebro, assim como nos desenhos animados, então tudo o que se veria aqui dentro seria um imenso ponto de interrogação! (?)


Uns dizem que sou madura pra idade que tenho, outros dizem que sou forte, por ter sobrevivido as questões da vida... mas não sei o que me torna madura, ou forte, sei bem o que me torna indecisa, questionadora, talvez por isto demore a desistir das coisas que quero, procuro até encontrar a resposta.


Questões e mais questões.


Pergunte-me sobre as eras do romantismo, o lirismo e seu encantamento, canções de amigo, sílabas, novo acordo ortográfico, metrificação poética, poetas e suas eras, poemas e suas melodias, letras e suas tabelas que se encaixam numa bagunça perfeitamente ordenada, como análise de duzentas coisas e nomes...


Mas não me pergunte sobre razões.

Só sei o que aprendi.


Não sou boa em medir, ser mediana não é comigo.

Se sorrio, é pra valer.

Se choro, é de raiva, ai choro pra caramba.

Se estou feliz, é de verdade, com o corpo, a alma e os olhos.

Se estou entediada, estou mesmo sem querer fazer nada e cansada de nada fazer.


Não, realmente não sei sentir pela metade, por mais que use a razão, sou vencida pela intensidade, a vontade de viver cada instante como se fosse o último.


Afinal de contas, a vida é feita de HOJE, o passado é só o relato do hoje vivido no dia de ontem, o futuro, é só o sonho do HOJE que você já tem... por isto, é preciso entender... viva o HOJE com intensidade, terá histórias pra contar e sempre um sonho maluco pra se sonhar!


Se não for assim, uma vida mais ou menos... nem quero!


terça-feira, 9 de março de 2010

Pensar... dá em nada!


O cupim das palavras me atacou.
Isto é um grave problema.
Quase uma impulsividade!
Percebo que ocorre vez ou outra.
As palavras voam da mente, numa desordem maluca.
É como se tivesse mil coisas pra dizer e zero para pensar.
Entendeu?
Saem mil besteiras sem raciocínio algum!
Fazer o que?
Ainda não sei, estou pensando em como controlar isto.
Outro dia, mais precisamente semana passada, estudando a lição da escola sabatina (é, eu estudo sim), era sobre domínio próprio.
Então fiquei meditando sobre isto.
Domínio, domínio e domínio!
Mas como seria?
Então quem tem, é aquele que pouco fala, muito pensa e quase nunca erra?
Tem gente assim?
Se tiver, não me apresente, seria um erro, perigoso eu contagiar tamanha perfeição com toda minha loucura.
Fiquei a pensar nas vezes que falei demais, pensei demais e fui “eu” demais.
Depois pensei nas vezes, poucas vezes, que me controlei e não falei.
Vi que muitas vezes que eu tinha certeza que era pra manter o “bico” fechado, e seguindo o conselho dos outros, eu falei... me ferrei de verde e amarelo!
Falei sabendo a resposta, não sou vidente, nem perfeita... mas o senso de percepção e interpretação, é tremendo!
Das vezes que falei, porque deu vontade, várias vezes não deu em nada, mas pelo menos, não morri engasgada.
Ainda hoje, uma “tia” bem legal lá da igreja, me mostrou uma mocinha, bem novinha ela... vai casar no fim do ano.
A “tia” completou dizendo:
- Vai casar com o homem que ela sempre sonhou, ela lutou até conquistá-lo!
Daí tentei imaginar o número de insanidades que a garota fez, está certo que ela é linda, acho que nem precisava de tanto assim, mas a tia ter falado “lutou para conquistá-lo”, me fez imaginar mil coisas loucas que se pode fazer para conquistar, ou espantar de vez o pretendente.
Estou pensando seriamente em pedir umas aulas para menina, pois falta eu conhecer as mil coisas loucas que conquistam, só sei das mil que espantam!
Tenho o dedo podre pra homem, isto é certo!
Sem discussão!
Quando olho e penso de maneira positiva sobre um ser do sexo masculino, ou é gay, ou é casado (o que pra mim dá na mesma, não que os casados sejam gay’s, mas é que não dá, é impossível qualquer aproximação), além de gay, pode ser um apaixonado por outra, ou com planos, sonhos, metas, retas, desenhos, gráficos... tudo tão planejadinho que fica impossível entrar no mundinho deles.
Apesar da mesma “tia” ter me aconselhado hoje, ela disse mais ou menos assim: (pensa naquela voz de “tia”)
- Olha minha filha, não espere passar muito, viver só é a pior coisa que tem!
(Como se eu não fosse mestre nisto, gabaritada, graduada e pós graduada!!!)
Olhei pra ela, ela com aquele sorrisinho, como se tudo fosse tão simples, só pude acenar com a cabeça, concordando com o que já sei.
Não é simples.
Quer dizer, é simples demais.
Tão simples que chega a ser idiota.
Quando você quer, não tem...
E como ainda não conheço como é “não querer”, estou na fase constante do “não tem”.
E para quem está sem alguém, bem vindo(a) ao clube!
Não é de todo ruim, apesar de às vezes ser apavorante... mas é possível sobreviver!
Lembre-se que na Eternidade, todos serão solteiros, sós... já é um imenso consolo, estou treinando pra eternidade! J
Uhuuuu!!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Já que é dia das Mulheres...


Este negócio de mulher ter um dia especial: coisa mais feminista!
Tudo bem... é fofo!
Mulher ama isto, ser notada, chamada de linda mesmo que descabelada e cheia de espinhas... mas mentir é feio!
Tudo bem, se a mentira for só um dia do ano, né?
Está ai o grande problema!
Não dá para acreditar quando se houve com data marcada, horário certo e combinado.
Não gosto desta data, como não gosto de tantas outras.
O comércio enriquece, as pessoas se metem em dívidas, compram quando faltam palavras.
Não quero nada!
É isto ai!
Um protesto a pobreza de palavras!
Coma “um Aurélio” (dicionário), mas diga algo, escreva algo, FAÇA algo de você mesmo.
E aquelas mensagens de celular?
Aquilo é uma praga!
Corre-se o risco de receber mensagem com nome trocado, afinal, não vai pensar que o outro perdeu tempo escrevendo exclusivamente pra você, quando ele precisa enviar pra todas as mulheres que consta na agenda do celular!
Então, se quer dizer que a mulher tem valor, ou melhor, esta mulher aqui (euzinha), use outro dia qualquer, risque algum versinho, mesmo que sem criatividade, ou faça um desenho num pedaço de papel guardanapo, mas faça você mesmo, use o punho, os dedos e os neurônios, que seja algo SEU!
Não vou mandar recados no fabebook pra mulher alguma, digo outro dia, em outro momento, mas todas sabem que são FANTÁSTICAS todos os dias, e isto é ainda melhor.
Aos que tiraram um tempinho no “copiar/colar” qualquer versinho, obrigada.
Para quem tirou dois tempinhos e escreveu: “mala, tu é terrível... mas é mulher!” Dois obrigadas. (pela originalidade)
E pra quem esqueceu, não está nem ai? Estamos ‘kits’.
Então, para as mulheres que leram até o final este quase jornal, e para os homens que perderam o tempo de igual maneira... lá vai um beijo, um abraço virtual... e a lembrança que isto tudo são só palavras, um abraço calado e sincero, valem ainda bem mais!

domingo, 7 de março de 2010

Aprendendo...


Seguindo o exemplo de alguns “gênios” que deixaram registrados por meio de poucas palavras o que se “pensa” ter aprendido com o passar dos dias... lá vou eu!

Não sou gênio, nem tenho tantos dias assim vividos para já documentar, mas garanto que dos tombos, muito aprendi, ou continuo a aprender, se ainda não “caiu a ficha” aqui, a vontade de superar, aprender e passar a fase, é o que não falta, mas enquanto a maturidade plena não me bate à porta, a insanidade percorre meus dias, com uma pitada IMENSA de espontaneidade, lá vou eu registrando o que aprendi ou ainda preciso aprender, como por exemplo:

Um dia se aprende que levantar cedo, embora dolorido e sofrido, é sempre melhor, pois o dia é curto e tem só 24 horas.

Se aprende que quem começa de maneira tranquila, provavelmente, dormirá do mesmo modo, então acordar um pouco mais cedo e iniciar com uma boa leitura, é sempre a melhor opção para quem pensa em dormir bem.

Um dia se aprende que o som de alguém conversando ao lado pode fazer uma falta imensa, como pode irritar, depende das palavras ditas e de como você anda com você mesmo.

Aprende que sorrir, embora todos digam que é a melhor escolha, nem sempre é a mais fácil, mesmo assim, continua sendo a melhor opção, evita rugas, não custa nada, cura doenças, mau olhado, rancor e tantas outras coisas.

Se aprende que justificar um erro, é como não enxergá-lo, se tem justificativa, não é erro, então se errou, duas palavras e o silêncio, ainda é o melhor (”me perdoe”, vale pras duas palavras).

Aprende que o “me perdoe” pode vir seguido de outros duzentos “me perdoe”, mesmo sendo cansativo ouvir, é melhor escutar do que ser surdo.

Se aprende que o mundo não é justo e nem é para ser.
Que as lágrimas são necessárias, só ai o sorriso tem em sua plenitude valor!

Que as pessoas não são como pensamos, nem como queremos, por isto é melhor não pensar nada a cerca delas, nem esperar nada... o que vier, é lucro!

Se aprende que beijos podem ser pra você a melhor coisa, a cereja do bolo perfeito, a cena do filme do ano, aquele que ganhou o Oscar... mas para o que te beija, pode ser “só um beijo a mais”, então, dê valor ao SEU beijo, sorria por saber beijar bem e gostar do sabor que pode provocar no outro, mas não espere... esperar envelhece a alma!

Se aprende que as melhores surpresas acontecem nas comédias românticas, que estas são uma praga pra humanidade, então se sonha com surpresas espetaculares, não e esqueça que o diretor da vida do outro pode ser um “tico e teco” defeituoso, sem condições de preparar o inesperado, nem por isto ele não merece surpresas, faça acontecer, não por ele, mas por você, pelo que pode modificar nos outros.

Aprende que ver filmes românticos, ou coisa parecida, só faz te jogar na lama, se não tem ali ao lado um “cobertor de orelha”, entender que o mocinho e a mocinha são sozinhos, nem sempre é o melhor, sentir ser incapaz de conquistar e cultivar algo bom em alguém, mata a alma aos poucos, estes filmes são campeões nisto, é como se dessem uma receita para conquista, para o amor... o que é isto? Coisa mais ridícula! Não há receita, não tem fórmula pronta, acontece, é tão simples que chega a ser distante. A C O N T E C E!

Um dia se aprende a razão de encontrar tantas pessoas pessimistas e amargas, dói bem menos esperar o pior e recebê-lo por fim.

Mas neste dia, ou quem sabe, alguns dias depois, vai entender que os pessimistas não viveram em plenitude, apenas existiram...
Não sentiram o frio na barriga, mesmo que terminasse em um educado: “não dá, você é fantástica demais!” (a maneira mais fofa de dar um fora)

Mas sentiu, não foi?
Está ai a beleza!!!
Sentir!

Um dia, com certeza, no dia em que aprender que SENTIR é melhor que planejar.
Que SENTIR é melhor que só rabiscar e ficar pensando nas mil possibilidades.
Que SENTIR e quebrar a cara é ainda melhor do que não ter histórias pra contar... quem sabe, no dia que aprendemos isto, deixamos a platéia, pedimos licença e assumimos o palco, como protagonista principal da PRÓPRIA vida!!!

Contar os dias é bem fácil e simples... VIVÊ-LOS, são só para os gênios loucos!
Como de gênio e louco, todos tem um pouco, aproveite!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

E o Futuro????


Faz tempo que não escrevo por aqui, a mudança, a correria da escola, novidades e ritmo muito bom, tem tomado boa parte de minhas horas, o que me deixa tremendamente FELIZ!
Mas hoje encontrei um tempo e senti saudades, deste “caderninho bagunçado” (o blog).
Isto de estar aprendendo tem-me sido constante.
São tantas coisas que vivi nos últimos dias, e digo:
“A melhor lição que tenho vivido e aprendido, é a de confiar!”
Não é simples, só se confia nos momentos de apuros, sorrir quando a vontade é sentar com um papel e rabiscar sem parar, isto é mesmo um desafio imenso!
Fazer e refazer planos, contas, colocar a mão na testa e sentir os poucos neurônios tremer e ferver, já que os problemas estão em fase de crescimento.
Não, nem há tantos problemas, mas há coisas pra se pensar.
Escolhi não pensar.
Loucura?
Novidade!!!
Nunca fui muito normal!
Pessoas correm de um lado para o outro, pois tem de tomar decisões, o futuro grita, parece que bate na porta de alguns, com imenso desespero pra roubar o melhor bem que nos foi dado: “o presente”!
Sim, o dia de hoje.
Como posso viver o futuro no presente?
Então nem vivo o futuro, nem o presente e ai? O que poderei contar de “passado”???
Futuro não existe sem presente.
É este que quero viver intensamente, sem perguntar pelo dia seguinte, planejando apenas o que é incorruptível, sonhando apenas com o que é Eterno, e o futuro desta Terra será subterrado por um futuro melhor.
Que meu presente seja este, a ansiedade de voltar pra Casa.
Aqui nunca me sentirei completa, nunca será perfeito, e o dia que for, se por acaso um dia for, quero apagar e colocar aquela pontinha de lágrima.
Pra que?
Para não faltar saudade do dia em que nunca mais haverá dor, viverei aqui esta dor, para sonhar com a falta dela.
E falando em sonhos, tenho uma dificuldade imensa em sonhar, até mesmo em ter pesadelos.
Durmo como pedra.
Sou grata porque Deus tem sonhos pra mim, não posso entender, Ele desenha de uma forma que Seus riscos são confusos, se tento ler, posso ir pelo caminho errado.
Então é melhor fechar os olhos, nada ler, nada entender... apenas confiar!
Se Ele já sonhou pra mim, é o melhor.
Confio, simples assim!

E então, tens confiado?
Se colocado sobre a corda bamba, só para fechar os olhos, soltar os braços, não pensar no dia seguinte e apenas sentir o vento do HOJE, hoje este que se renova a cada manhã.
Confie hoje, o futuro... Ele já desenhou!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

É pra ser real!


É natal, né?

Todos reunidos com a família, super legal isto.
Então, seria mais que normal que eu falasse, ou melhor, escrevesse algo sobre isto.
Mas já tenho lido tanto sobre este assunto, e pra falar a verdade, celebrar o nascimento de Cristo é um ato diário, então decidi que seria melhor escrever sobre outra coisa.
O problema é que sou ansiosa, mal acabou dia 25 e estou de olho no “Ano Novo”, pensando no que aconteceu durante 2009 e como poderá ser 2010.
Vida de ansiosa, não é fácil!
Mas aprendi muito, passei por diferentes situações, mudei algumas ideias que eu tinha sobre alguns assuntos, conheci e fiz amizade com pessoas diferentes, infelizmente afastei-me de alguns que pensava ser sinceros amigos, e tornaram-se só colegas.
Por fim, aprendi que amigos verdadeiros, se eu puder chegar ao fim da vida e contar 3 destes, terei tido um imenso milagre.
Entendi que conservar estas amizades, mais depende de mim, do que dos outros, mas que é necessário uma cumplicidade, doação de ambas as partes.
Nem todos estão dispostos.
As vezes, nem eu me entendo, como posso pedir que os outros me entendam?
Não, nem quero que venham a me entender, se aceitarem minhas manias, defeitos e qualidades... já está de bom tamanho.
Manias não são poucas, tenho aos montes.
Qualidades... talvez algumas.
E defeitos, são vários.
Bom é conhecer, aprender, trocar experiências, fazer novas amizades!
Algo grandioso e raro.
Estamos cercados de pessoas, por onde andamos, passamos, estudamos... há sempre alguém por perto.
E nos mantemos calados.
No mundo atual, é bem mais fácil puxar assunto, iniciar uma conversa, com alguém que nem conhecemos, e nunca vamos conhecer.
Ai contamos nossos problemas, tristezas... trazemos este para “dentro de nossa casa”, nos tornamos amigos íntimos de pessoas que moram do outro lado do país.
Isto é ruim?
Claro que não!
É ótimo!
Sabemos da cultura de outro lugar, estando sentados em nossa casa.
Mas tal ato, não pode privar ninguém do contato real.
Necessitamos de conversar olhando nos olhos, do toque, de ouvir a risada, de poder ligar para alguém e saber que ele poderá ir até a gente.
Infelizmente, isto não é possível com amigos que estão só no virtual.
Ai encontramos hoje, pessoas cercadas de amigos, muitos contatos no msn, orkut, mas são solitárias, sozinhas.
Será qual a razão?
Ainda não entendi e sei que nem vou entender, pretendo continuar a conhecer pessoas e fazer amigos, tanto no virtual, como no real, e se possível, transformar amigos do mundo virtual, em amigos reais.
Sonhar eu posso, né? ehheheheh
Que possamos, sair um pouco de trás do PC, encontrar mais pessoas, receber e ofertar mais abraços, trocar sorrisos, auxiliar, ensinar de perto, comer pipoca junto, fazer amigos e ser amigo!
Um abraço grandão para todos vocês... pra não perder o costume: - Feliz Natal!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Projeto de Leitura - Ano 2008 - Como funcionou?


Estive conversando com algumas amigas, sobre o projeto de leitura que trabalhei durante 2008 e 2009.
Então parei e pensei no quão grandioso foi tudo isto.
No ano de 2008 estava com uma turminha de 3º ano (2ª série do ensino fundamental), alunos com 7 e 8 anos.
Se perdiam facilmente na leitura, demoravam para passar de uma linha para a outra, se a palavra estava cortada por um hífen ao final da frase, e continuando na próxima? Aquilo era uma lástima, demoravam para emendar e entender o que se dizia.
Pensando em como melhorar isto, já que durante todo o ano, em todas as matérias, seria mais que necessário a leitura, clara, com interpretação, então criei o projeto “Leitor do Mês”.
Iniciando com a filmagem de uma leitura simples.
O aluno ganhava um texto curto, então lia pela primeira vez para a câmera, eu filmava ele lendo, todas as pausas que dava, engasgadas em sílabas, as vezes que atropelava a pontuação e tudo mais.
Alguns demoraram até mais der 5 minutos para ler uma curta história.
Paciência, eu elogiava ao final, dizia que com certeza ele ia melhorar.
Depois, foi colado na agenda escolar de cada um, uma ficha de leitura.
Contendo espaço para o nome do livro, data que retirou e que devolverá, e ainda um lugar especial para a assinatura do pai.
Ou seja, a leitura não era realizada aleatoriamente, a criança precisava ler para um adulto, aproximando assim o filho da família, tornando o responsável ciente de como está a leitura da criança e convidando-o a participar nesta evolução infantil.
Muitos pais nunca tinham notado a forma do filho ler, então “choveu” bilhetes e ligações, de pais preocupados com filhos que não respeitavam pontuações, que não conheciam ainda algumas letras e demoravam para identificar a junção destas.
Aos poucos fui tranquilizando-os, mostrando que o projeto é um trabalho de um ano inteiro, e assim, eles foram notando a evolução.
Era entregue um livro a cada segunda-feira, o aluno precisava devolvê-lo na sexta-feira e com a ficha de leitura assinada pelo pai.
Aquele aluno que cumprisse esta etapa, tinha sua foto colocada em um belo painel, escrito = LEITOR DO MÊS.
Um modo de destacar e valorizar o esforço da criança.
A foto eu tirava no início do ano, todos tinham uma foto, eles sorrindo, segurando um livro, atrás de um painel claro.
Na foto era pregado uma parte do velcro e no painel, outra parte.
Assim, na semana que o aluno não cumprisse com a meta, a foto dele era retirada.

Óbvio que todos tentaram manter a sua foto durante toda a semana, sem que fosse retirada uma única vez.
Ao final do mês, aquele aluno que conseguiu sempre manter a foto no painel, recebia um incentivo, podendo ser um adesivo, um cartão falando sobre a leitura, uma cartinha, elogiando o desempenho.
Os que não conseguiram, recebiam também, mas algo que deixasse claro que eu (professora) acreditava que ele era capaz, e que no próximo mês estaria junto aos que venceram!
O projeto funcionou que foi uma beleza!
No final do ano, entreguei o mesmo texto para os alunos, filmei novamente.
Resultado? Alunos respeitando pontuação, lendo com maior desenvoltura, nem uma única leitura levou mais que 3 minutos.
Os pais receberam um DVD contendo as duas filmagens, para que pudessem comparar.
Este foi o ano de 2008.
Projeto desenvolvido com crianças de 7 a 8 anos, tendo como base, livros curtos, mas com história continuada.
Em outros momentos usei uma história maior, onde eles liam um pouco cada dia, interpretavam, e ao final, os pais respondiam um questionário sobre o que estavam achando do projeto, e a evolução da criança neste.
Na próxima vez que escrever sobre o projeto, vou retratar como foi o ano de 2009, este sim, foi intenso, ainda mais emocionante!
Formando não apenas pequenos leitores, mas GRANDES amantes da leitura!