sábado, 30 de outubro de 2010

Olá... voltando aos poucos.


Tanto tempo sem vir aqui.


Deu saudades deste cantinho.

Tanta coisa aconteceu, tantas mudanças.

Mas é interessante perceber que mesmo após um tempo, apesar de coisas mudarem, eu continuo a mesma pessoa.

Aos poucos vou postar os projetos que tenho vivenciado.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Obrigada Papai



Durante quase quatro anos fiquei distante dos livros alternativos, ou seja, de histórias mais agradáveis e menos didáticas. Ligada à faculdade e depois à pós-graduação, tempo me faltava, letras sobravam, e nada de ler algo por prazer.
Até que de umas semanas para cá, decidi ler algo prazeroso a todo custo.
Estou tentando ler “A Cabana”, leio no ônibus, indo pra escola do Centro, leio no banheiro (é bom ler sentada no vaso), leio nos curtos intervalos de uma aula e outra.
Estou lendo com calma, sem interesse de engolir as palavras, é como se deliciasse, comendo um doce aos poucos.
Sabe quando sua mãe faz um monte de doce de leite e te oferece uma colheradinha? Então você lambe aos poucos, de olho no pote grande de doce, mas sabendo que só tem direito aquela colherzinha.
O livro é fantástico, imenso e rico... mas o tempo é curto, como a pequena colher com doce, então saboreio o enredo, retorno e releio alguma expressão interessante, até grifo o que me agrada.
Mas nem vinha aqui falar de como estou saboreando o livro, queria mesmo é dizer sobre “O livro”.
Identifiquei-me com Nan, a personagem que chama Deus de Papai, desde muito tempo, nem me lembro quando, é que O chamo de PAI, PAPAI ou PAIZINHO.
A dor de uma perca, a aproximação do PAI, o conquistar novamente a confiança NELE.
Identifiquei-me com tudo isso.
Hoje, no ônibus, segurei as lágrimas durante alguns parágrafos, a ideia de Deus tão perto, da amizade que Ele oferece, do amor sem limites, é mesmo fantástica!
Tudo isso tenho experimentado ao longo dos anos, cultivar esse relacionamento tem sido maravilhoso.
Há um trecho que PAPAI diz pra Mack:
- Sou muito mais que isso, sou acima e além de tudo o que você possa perguntar ou pensar.

Entender a complexidade de Deus é mesmo maravilhoso. Jogo-me nesse amor sem limites e não busco compreender, tento aceitar por inteiro.

Em outro momento, PAPAI explica:
- Amor é o relacionamento. Todo amor e relacionamento só são possíveis para vocês porque já existem dentro de Mim, dentro do próprio Deus. O amor não é a limitação. O amor é o voo. Eu sou o amor.

E este capítulo termina de maneira gloriosa, quando Mack, olhando para as marcas dos cravos nas mãos de Deus, lamenta pelo sacrifício na cruz, diz que sente muito por Jesus ter morrido. PAPAI olha com amor e responde:
- Filho, obrigado por lamentar, mas EU não lamento.

E por mais ficção que seja a história, eu conheço na realidade o PAPAI de amor! E sei, é maravilhoso ler o que penso, sei que ELE não lamenta o sacrifício, pois foi por este meio que tenho a esperança de viver eternamente com quem é o verbo, AMOR!

Obrigada, PAPAI.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como amar?


Estive outro dia pensando sobre a complexidade do “amor”.
Tentando encontrar uma razão para tal sentimento, sei lá, talvez algo que compare.

Então me lembrei do meu irmão.
O Fabinho.

Quando conheci ele, fui até o orfanato ver um neném lindo, assim descrito pelas pessoas:
- Gordinho, branquinho, cabelos loiros e encaracolados, olhos que hora pareciam azuis, hora esverdeados.

Realmente, parecia ser aquele bebê que saiu da revista!

Chegando lá, a responsável apontou e mostrou então o neném, dizendo:
- É aquele ali.
Olhei e vi sobre o tapete, um menininho que eu não entendia o que era maior, a barriga (de vermes) ou a cabeça. A cor da pele, era complicado definir, estava coberto de um cascão, queimado de sol, mas era moreno. O cabelo? Sim, meio vermelho os penachos, também queimados de sol. Estava ele com a fralda molhada, olhou para mim e ergueu os dois bracinhos magros, abriu um sorriso banguela e me conquistou.

Estava ali o neném mais lindo que o descrito antes!
Passei a manhã com ele no colo, vigiando, brincando, descobrindo sobre os costumes que tinha. Ajudei na hora do almoço, como era bom o ver comendo, com vontade! E não passava de um bebê de 9 meses, devorando um prato de comida.

Ele não podia me oferecer absolutamente NADA.
Não tinha condições de me ser útil no trabalho, na escola, na igreja.
Era totalmente dependente de nós, minha família.
E por isso foi amor.

Não existiu a adoção pelo que ele faria por nós, mas amamos pelo que nós faríamos por ele, sem esperar nada de volta, pelo simples prazer de tê-lo nos braços.

Vejo pessoas que começam algo, esperando alguma coisa, com perspectiva, ansiedade, querem suprir um vazio, a falta de “sei lá o que”.

Então se decepcionam, ou sufocam tanto o outro que este não tem saída a não ser fugir por entre os dedos que apertam, perguntando desde “o que você está pensando”, até mesmo fuçando o celular, e-mail, agenda e o que mais houver.

A carência de suprir o que há em si mesmo, sem olhar ao outro, torna o amor egoísta e se é egoísta, não é amor genuíno.

Só vai ser possível que o sentimento perdure sem mágoas e lágrimas, quando se ESCOLHE estar com o outro pelo que você pode fazer na vida dele, ou dela, não pelo que ele possa fazer na sua vida.

O sentimento fofo que é contado e repassado nas histórias e novelas, na vida real é bem diferente.

É preciso que seja mais forte, que vá além das frases prontas, que seja real, palpável.

É necessário que torne-se a decisão de estar com o outro, não pela espera, mas pelo que você fará sem esperar, pela alegria em ver o outro sorrindo, a satisfação em completar uma surpresa e ler nos olhos dele(a) que foi incrível o simples momento, por ficar pensando nele(a) que seus pensamentos sejam seus, mas que vaguem com o nome de outrem de vez por outra.

Não é pra perder a individualidade, afinal de contas, ninguém quer viver sua vida, não é pra entregar ao outro toda a razão de sua felicidade, mas é pra ser feliz por poder fazer alguém feliz, mas É pra ser feliz!

Compreende?
Não?
Então, viva!
Experimente!
Só não deixe pra depois o que pode sentir hoje!

domingo, 4 de abril de 2010

Contemplando Corações



"Não se impressione com a aparência deste homem, não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para aparência, mas EU vejo o coração." I Sam. 16:7.


Era quem sabe uma tarde ensolarada, imagino os pés cansados do profeta enquanto caminhava pela estrada empoeirada, talvez o sol escaldante da região fizesse que a pressa de cumprir sua missão fosse ainda maior.
Ao avistar a casa de Jessé, provavelmente seus olhos brilharam e os ombros sentiram o descanso que estava por vir.
O espanto de Jessé ao entender a missão de Samuel, deve ter sido visível, quem sabe, ele teve de explicar mais de uma vez para aquele pai o que lhe trazia ali.
Eu que sou mãe, consigo quase ver o orgulho daquele pai convidando Eliabe para vir diante do profeta.
Talvez ainda tenha ressaltado as qualidades do filho, o que tornou o sorriso de Samuel ainda mais largo, diante daquele porte principesco.
Mas naquele momento, o espírito de Deus fala-lhe ao ouvido, advertindo que não procurasse julgar pela aparência, mas que Deus examinava além, via o coração.
E o espírito de profecia é claro em dizer que Eliabe não agradava a Deus, pois não temia ao Senhor, seu coração não era reto, se viesse a governar, seria ele um dirigente orgulhoso e exigente.*
Samuel na larga convivência com o Divino entendeu o que o PAI procurava.
Convida então filho após filho, esperando ouvir de Deus a aceitação.
Até que vem o mais novo, aquele que cuidava das ovelhas.
Não gosto de quando pregadores colocam Davi como fraco, pequeno e outros adjetivos minúsculos, como se ele não fosse capaz.
Este simplesmente era o filho mais jovem, então era menor que os outros, ainda não tinha todo o desenvolvimento de altura e corpo, como seus irmãos. Mas era bom em seu trabalho.
De que precisava um guardador de ovelhas?
Paciência, rapidez, sensibilidade em perceber o perigo, criatividade em como enfrentar situações inusitadas, pois cuidar de ovelhas não era uma tarefa simples.
Simples é cuidar de animais que sabem “se virar”, mas ovelhas não sabem, se tem um tipo de animal que é totalmente dependente, é a tal ovelha.
Não sabem por onde andar e precisam ser guiadas, nunca ouvi dizer de ovelhas sendo treinadas para algo, o que me leva a crer que não são tão inteligentes, precisam do pastor para tudo, e lá estava, diante de Samuel, um guardador de ovelhas.
Deus viu em Davi mais que o “filho mais moço”, viu além: o benefício que um pastor traz, seu treino, seu carinho e responsabilidade, sabia onde aquele rapaz podia chegar.
É incrível esta habilidade do PAI, que também foi encontrada no Filho. O poder de ver além, examinar profundamente a personalidade e caráter de alguém, saber do que ele é capaz e ainda mais, proporcionar meios para desenvolver habilidades que tornem esta pessoa um vencedor.
Ele não está de olho só no que somos hoje, contempla o que seremos no futuro, pois deseja estar conosco durante toda a Eternidade!
Antes mesmo de Davi reinar, antes de declarar “Davi era mais bem-sucedido que todos os homens de Saul, o que deu ao seu nome grande fama.” (1 Samuel 18:30)”, Deus viu o coração de Davi e encontrou semelhança com o SEU próprio coração, e era Davi segundo o coração de Deus.
Como quem encontra afinidade com o outro. E disse para Samuel: "Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é." (1 Samuel 16:12)
Hoje, não sei o horário que você está lendo, mas neste momento, Deus pode estar demorando ao examinar seu coração, não pense que Ele se demora em contemplar seu porte físico, apesar de sabermos que Ele sabe quantos fios de cabelo temos. Mas isto não é tão importante, pois a habilidade dEle é contemplar corações, conhecer o que vai dentro de cada ser, procurando algo que possa dizer:
- Sim, este tem traços Meu. É segundo meu coração.
Talvez, neste momento, o PAI esteja lá de cima demorando em analisar o que vai dentro de sua alma, pois não se preocupa com o que os outros dizem ou pensam sobre você, Ele te conhece, têm planos e projetos pra sua vida e por mais que tente entender, uma coisa é certa: Não tem nada de corruptível, são todos com o objetivo de moldar-te para o que é Eterno!
Que seu dia corresponda a este “treinamento”, que as aparências sejam um mero detalhe, pois o que ficará é o que você poderá carregar por toda a eternidade! Seu coração!


*“Eliabe não temia ao Senhor. Seu coração não era reto para com Deus. Haveria sido um dirigente orgulhoso e exigente. Nenhum foi encontrado entre os filhos de Jessé, exceto Davi, o mais jovem, cuja humilde ocupação era a guarda de ovelhas. EGW Spiritual Gifts, vol. 4a, págs. 77 e 78. ”
(Aproveitei a "meditação" que escrevi para a comunidade Adventista e postei aqui no blog. =))

sábado, 3 de abril de 2010

Decepção... mata ou ensina a viver???


Fui ontem ao shopping, comprar meu ovo de chocolate, já que não tinha de quem receber, planejei que compraria aquele que eu almejava.
Cheguei diante da “Cacau Show”, com aqueles olhos compridos de criança “vermenta”, e fui logo perguntando:
- Tem daquele ovo com recheio de maracujá?
Meus olhos percorriam as prateleiras lotadas de diferentes pacotes, onde neles continham os mais variados chocolates, esperava que a vendedora apontasse pra um daqueles, mostrando por fim onde estava “aquele que me fez sair de casa, em plena sexta-feira, só pra buscá-lo”.
Tinha como se já fosse meu, eu possuía o necessário para levá-lo, ele existia (pelo menos na propaganda), então nada impedia.
Mas meus milhões de pensamentos vieram ao chão com uma única frase da vendedora:
- Não há mais nenhum ovo desses com recheio, nem de maracujá, nem de nada.
Pronto! A conversa acabou, a frase foi curta, direta e atingiu o desejado, eu entendi o que ela queria dizer.
Foi como se tomassem de uma criança o objeto desejado, senti escapar por entre os dedos o chocolate, afinal de contas... eu quase o tinha nas mãos!
Parecia tão real, perfeito, alcançável... divino!

Pensando nesta última palavra, sentada num daqueles baquinhos enfrente da loja, enquanto já tinha desistido de levar qualquer outro tipo de chocolate, comecei a pensar:
- Divino, Divino...
Está ai o problema!!!
Tinha minhas expectativas no humano, no provável, naquilo que segundo meus cálculos, já estava em minhas mãos.
Esperei e me decepcionei.

Não é uma história vazia de chocolate, nem me importo tanto pra isto, é mais uma analogia “do que aprendi” com um simples desejo não alcançado.
Quando abri um tópico na comunidade Adventista do 7º Dia, tratando deste mesmo assunto, esta mesma história... várias pessoas se manifestaram, contando suas experiências de decepção.
Alguns, esperaram de pessoas, outros... de um time de futebol.
Tem os que se doaram e num momento necessário, aguardaram a mesma “doação” de outrem.
Qual seria o segredo pra evitar este sabor amargo que permeia nossos dias? (sabor de decepção)
Se não confiarmos nas pessoas, se não esperarmos nada delas, provavelmente não nos decepcionaríamos.
Mas se não esperarmos delas, como vamos acreditar e confiar?
Decepção é só a consequência, um degrau a mais na vida de quem costuma ter o coração fácil de perdoar, se esquece dos tombos e volta a se jogar, entrega-se.
Ai está o problema.
Nos entregamos, nos jogamos pra coisas ou pessoas totalmente humanas.
Já cai, me decepcionei, e não encontrar o “ovo com cobertura de maracujá” foi a menor das decepções que vivi, mas mesmo nas pequenas, aprendi que a decepção não será completa, se dali eu retirar um aprendizado.
Então não vou sentir aquele sabor amargo, não vou corroer minha mente e martelar o quanto “fui idiota” por esperar.
Vou conseguir olhar pra trás, ver a frente, que aquele momento me fez o que sou, cresci um pouco mais.
Vou agradecer até pelas lágrimas.
Entender um pouco mais que este mundo não é pra ser agradável, não é pra ser doce.
É correto que sintamos sim decepção, que a dor, a mágoa, as lágrimas, o medo... estejam presentes “na esquina da vida”, esperando para nos atacar.
E pra que isto?
Pra que mais uma vez eu entenda, que confiar 101%, fechar os olhos e me jogar, só nos braços do PAI!
Que bom de verdade, só será quando eu estiver de volta à minha verdadeira CASA, meu verdadeiro LAR... e sinto saudades sim.
Por vezes fico quieta, triste... pessoas insistem em saber a razão, não conto, pois não entenderiam!
Fico triste de saudades... saudades do meu Lar, vontade de ouvir a voz do PAI.
Só quando eu chegar finalmente em CASA, é que vou entender totalmente, que cada decepção, cada lágrima, foi e é necessária para tornar em mim, quem eu sou... levando-me de volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído... o ÉDEN!
Como diz o hino que esta abaixo:
- Se meu lar é onde esta o meu coração então eu estou fora do lugar.

(A imagem que escolhi... é isto, um reencontro! O dia que aguardo, e neste dia, não haverá decepção... pois ainda mais que eu, o PAI espera e conta os minutos para ter-me em Seus braços!!)


http://www.youtube.com/watch?v=CWA_OLDkcTY

Vale a pena ouvir...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Intesamente...


Semana de provas, aquela correria boa.

Os neurônios parecem falhar, a criatividade vai passear em qualquer lugar e esquece de voltar, derrepente estou diante de um monte de apostilas e sem uma única ideia descente.


Na falta do que fazer, resolvi rabiscar aqui no blog.


Quem sabe, a inspiração me volta e termino as questões.


Questões, questões...


A vida é feita disto, perguntas!


Outro dia, vi uma propaganda e concordo plenamente, dizia que o que move o mundo, são as perguntas, não as respostas.


De tanto questionar, criaram, inventaram, fizeram diferente do esperado, queimaram, explodiram, reconstruíram e depois destruíram de novo... e assim caminha a humanidade.


Quantas questões tenho agora em mente? Talvez por isto me falte espaço para questões de língua portuguesa.


Se fosse permitido tirar um raio X do meu cérebro, assim como nos desenhos animados, então tudo o que se veria aqui dentro seria um imenso ponto de interrogação! (?)


Uns dizem que sou madura pra idade que tenho, outros dizem que sou forte, por ter sobrevivido as questões da vida... mas não sei o que me torna madura, ou forte, sei bem o que me torna indecisa, questionadora, talvez por isto demore a desistir das coisas que quero, procuro até encontrar a resposta.


Questões e mais questões.


Pergunte-me sobre as eras do romantismo, o lirismo e seu encantamento, canções de amigo, sílabas, novo acordo ortográfico, metrificação poética, poetas e suas eras, poemas e suas melodias, letras e suas tabelas que se encaixam numa bagunça perfeitamente ordenada, como análise de duzentas coisas e nomes...


Mas não me pergunte sobre razões.

Só sei o que aprendi.


Não sou boa em medir, ser mediana não é comigo.

Se sorrio, é pra valer.

Se choro, é de raiva, ai choro pra caramba.

Se estou feliz, é de verdade, com o corpo, a alma e os olhos.

Se estou entediada, estou mesmo sem querer fazer nada e cansada de nada fazer.


Não, realmente não sei sentir pela metade, por mais que use a razão, sou vencida pela intensidade, a vontade de viver cada instante como se fosse o último.


Afinal de contas, a vida é feita de HOJE, o passado é só o relato do hoje vivido no dia de ontem, o futuro, é só o sonho do HOJE que você já tem... por isto, é preciso entender... viva o HOJE com intensidade, terá histórias pra contar e sempre um sonho maluco pra se sonhar!


Se não for assim, uma vida mais ou menos... nem quero!


terça-feira, 9 de março de 2010

Pensar... dá em nada!


O cupim das palavras me atacou.
Isto é um grave problema.
Quase uma impulsividade!
Percebo que ocorre vez ou outra.
As palavras voam da mente, numa desordem maluca.
É como se tivesse mil coisas pra dizer e zero para pensar.
Entendeu?
Saem mil besteiras sem raciocínio algum!
Fazer o que?
Ainda não sei, estou pensando em como controlar isto.
Outro dia, mais precisamente semana passada, estudando a lição da escola sabatina (é, eu estudo sim), era sobre domínio próprio.
Então fiquei meditando sobre isto.
Domínio, domínio e domínio!
Mas como seria?
Então quem tem, é aquele que pouco fala, muito pensa e quase nunca erra?
Tem gente assim?
Se tiver, não me apresente, seria um erro, perigoso eu contagiar tamanha perfeição com toda minha loucura.
Fiquei a pensar nas vezes que falei demais, pensei demais e fui “eu” demais.
Depois pensei nas vezes, poucas vezes, que me controlei e não falei.
Vi que muitas vezes que eu tinha certeza que era pra manter o “bico” fechado, e seguindo o conselho dos outros, eu falei... me ferrei de verde e amarelo!
Falei sabendo a resposta, não sou vidente, nem perfeita... mas o senso de percepção e interpretação, é tremendo!
Das vezes que falei, porque deu vontade, várias vezes não deu em nada, mas pelo menos, não morri engasgada.
Ainda hoje, uma “tia” bem legal lá da igreja, me mostrou uma mocinha, bem novinha ela... vai casar no fim do ano.
A “tia” completou dizendo:
- Vai casar com o homem que ela sempre sonhou, ela lutou até conquistá-lo!
Daí tentei imaginar o número de insanidades que a garota fez, está certo que ela é linda, acho que nem precisava de tanto assim, mas a tia ter falado “lutou para conquistá-lo”, me fez imaginar mil coisas loucas que se pode fazer para conquistar, ou espantar de vez o pretendente.
Estou pensando seriamente em pedir umas aulas para menina, pois falta eu conhecer as mil coisas loucas que conquistam, só sei das mil que espantam!
Tenho o dedo podre pra homem, isto é certo!
Sem discussão!
Quando olho e penso de maneira positiva sobre um ser do sexo masculino, ou é gay, ou é casado (o que pra mim dá na mesma, não que os casados sejam gay’s, mas é que não dá, é impossível qualquer aproximação), além de gay, pode ser um apaixonado por outra, ou com planos, sonhos, metas, retas, desenhos, gráficos... tudo tão planejadinho que fica impossível entrar no mundinho deles.
Apesar da mesma “tia” ter me aconselhado hoje, ela disse mais ou menos assim: (pensa naquela voz de “tia”)
- Olha minha filha, não espere passar muito, viver só é a pior coisa que tem!
(Como se eu não fosse mestre nisto, gabaritada, graduada e pós graduada!!!)
Olhei pra ela, ela com aquele sorrisinho, como se tudo fosse tão simples, só pude acenar com a cabeça, concordando com o que já sei.
Não é simples.
Quer dizer, é simples demais.
Tão simples que chega a ser idiota.
Quando você quer, não tem...
E como ainda não conheço como é “não querer”, estou na fase constante do “não tem”.
E para quem está sem alguém, bem vindo(a) ao clube!
Não é de todo ruim, apesar de às vezes ser apavorante... mas é possível sobreviver!
Lembre-se que na Eternidade, todos serão solteiros, sós... já é um imenso consolo, estou treinando pra eternidade! J
Uhuuuu!!!!