sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Férias, férias e férias!!!


Palavrinha doce, estou de “férias”!!!

Mas é incrível como o vício não consegue me desligar do ano letivo, mesmo longe das escolas, acabo sempre pensando nos projetos, alunos, manias, notas... etc...

Talvez seja por não ser simplesmente um trabalho, mas um estilo de vida.

Quando se escolhe ser professor, digo que não é pra qualquer um.

Primeiro de tudo, não se escolhe. Se é escolhido.

Vi muitas pessoas adentrarem em um curso, estudarem por quase quatro anos e saírem de lá com um canudo nas mãos e se perguntando: “O que faço agora?”

Pois é, faculdade não forma professores, não ensina a ensinar.

Se assim fosse, seria fácil demais, ou complicado demais.

Depois, contemplei formandos, aqueles de canudinho universitário nas mãos, entrarem em uma sala de aula e saírem, frustrados ao perceber que aprenderam matéria e mais matéria, nada de como levar o outro a pesquisar.

Não se transfere conhecimento, se assim fosse, juro que rodaria o mundo procurando sentar-me ao lado de alguns gênios literários, buscando uma “transferência intelectual”.

Conhecimento é fruto de perguntas.

São as dúvidas que nos levam a aprender.

Eu sei as respostas que meus alunos precisam conhecer.

Mas o que posso fazer para levá-los a perguntar?

Quem me dera os cursos universitários ensinassem as pessoas a pensar, a questionar, a duvidar, a pesquisar, a arquitetar uma forma de ir contra, pelo simples prazer de conhecer os dois lados da moeda.

Mas não, infelizmente o que tenho visto, são professores que adentram em suas salas, com um mar de diplomas e títulos, uma lista imensa de livros, então despejam letras e mais letras em mentes ávidas por conhecimento.

Trazem tudo pronto, teorias, casos, meios e fins... é só ler e mais ler!

Não me entenda mal! Amo a leitura!

Mas quando se lê para questionar, se compara conhecimentos já adquiridos em prol da formação de novos conhecimentos.

Encontro professores que querem saber respostas.

Procuro os que desejam conhecer como o aluno encontrou as perguntas que formularam suas respostas.

Férias!!!

E tenho tanto ainda a pensar.

Procurei hoje um lugar de diversão pra levar o Murilo, Michel e Melissa (priminhos) para brincar, foi chato não encontrar nada por aqui.

Mas estou eu aqui, pensando em conhecimento, livros, leitura, armazenamento de letras, siglas, significados e tudo mais.

Isso virou uma salada!

Que horror!!!

Melhor justificar esse emaranhado de pensamentos:

SOU MULHER!!!!

Não sei pensar separado, mistura-se tudo por completo...

Férias são boas.

Bons momentos para se refletir em como buscar conhecimento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Amor não se divide, se multiplica


Texto escrito por: Carol Garcia (aluna do 1º/2º ano CACPA)

Nunca fui filha única, quando nasci já haviam chegado 3 antes de mim, um casal do 1º casamento do meu pai e um menino do 2º casamento do meu pai, neste caso com a minha mãe.

Meu pai se casou pela 3º vez, pode acreditar! Mas mesmo que pareça complicado, tudo fica muito simples quando se tem um amor tão grande ligando à todos nós, e confesso que é bem divertido ter bastante irmãos, uma madrasta maravilhosa, uma mãe incomparável e um pai por quem sou totalmente apaixonada.

E o melhor de tudo nessa história toda, é que a caçula era eu. Nada melhor que ser a caçulinha entre 4 irmãos, a mimada, a bajulada, a protegida, enfim, eu estava no meu pedestal.

Infelizmente, pelo menos era o que eu pensava, meu reinado durou pouco mais de 12 anos, quando me veio a inesperada notícia: "Filha, a Lilian (minha madrasta) está grávida." Por um momento senti meu coração palpitar, eu estava feliz com a notícia, mas não pude evitar um sentimento de medo, insegurança e ciúmes talvez, afinal, dentro de meses eu deixaria de ser a filha caçula do meu pai, e isso realmente me assustava.

Eu imaginava que seria muito difícil ter que dividir a atenção do meu paizinho, já que eu precisava tanto dela só pra mim!

Meu papito (é como eu o chamo), que muito bem me conhece, logo após sentir a minha insegurança, teve uma conversa bem séria comigo.

Com palavras emocionadas, ele declarou todo o seu sentimento por mim e pelos meus irmãos, disse o que mais amava, admirava e se orgulhava em cada um, que eram características únicas e próprias.

O que papai quis me dizer naquela noite, eu entendi perfeitamente quando meu irmãozinho caçula foi colocado em meus braços tão pequenino e tão inocente, precisando de todo o meu amor, carinho e cuidado.

Eu aprendi que o amor não se divide, se multiplica, o amor que o meu pai sente por mim não teve que ser dividido com o nascimento do Iago, apenas um novo amor nasceu.

Ah... E quanto ao ciúmes, eu explico, eu amo tanto, tando o Iago, que quero sempre o melhor para ele, portanto não sinto ciúmes por ele precisar de um pouco mais de atenção que eu.

Sou feliz e agradeço à Deus pela grande e amorosa família que tenho!




E só pra ressaltar, que fique claro que eu ainda sou a menina caçula!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um pouco mais...


Sobre a autora que você encontrou agora no blog:
É uma menina linda, doce, inteligente... sabe a "Branca de Neve"? Pois é, sempre que olho Luana Alana, penso no filminho que vi quando criança.
Talvez seja por causa dos olhos negros e do cabelo tão escuro como a noite, contrastando com a pele alva.
Tudo bem, ela é um doce de menina, super inteligente, interessada nos estudos, uma fofa!!!
Espero durante as férias receber mais textos de Luana, na medida do possível, vou publicando por aqui.
Beijinho pra vocês, e ótimas férias.

Pré-conceito



Milhares de pessoas no mundo, milhares de rostos, milhares de pensamentos.
Nenhuma pessoa é igual a outra, cada uma tem sua forma de ver mundo e atuar nele, é inegável que as diferenças existem.

Entre tanta diferença surge o preconceito.


Preconceito é um conceito antecipado que uma pessoa faz de outra ou de algo levando em consideração apenas a aparência, se trata de um pré-conceito.


Muitos não percebem que o mundo é feito de coisas e pessoas diferentes e que aceitar e se adaptar a tais diferenças é um ponto básico do convívio social.


Preconceito racial, profissional, por opção sexual, uns não aceitam as características dos outros.


A sociedade precisa ser baseada em respeito e aceitação, quando estes não ocorrem são gerados diversos conflitos entre as pessoas.


O que devemos enxergar é que apesar de toda a diferença que existe entre nós, somos todos seres humanos que precisam ser respeitados. Somos todos iguais na diferença.


Luana Manzini .

Feliz demais!


Tenho a bênção de conviver com pessoas fantásticas.

Alunos que com o passar do tempo se tornam bem mais do que o simples significado da palavra em si, deixam de ser somente aprendizes e passam a ensinar aos outros, é maravilhoso viver a experiência de troca de sabedoria.

Estou entrando de férias, já estou com saudades.

Como uma das últimas atividades realizadas, pedi que meus alunos me entregassem seus cadernos de “redação”, que foram realizadas ao longo do ano letivo, por fim, escolhi algumas de cada sala que realmente figuram como “pecado” mantê-las em segredo, só entre eu e o autor (aluno(a)).

Escolhi poucas produções textuais para publicar, alguns alunos já estão me enviando no e-mail, então vou divulgando aqui no blog na medida que for recebendo.

Espero que os outros parem para ler seus cadernos, comparar o quanto evoluíram na escrita durante o ano, e assim vejam o bilhetinho que deixei sobre algumas redações, pedindo que me enviasse para publicação no blog.

A arte de ensinar não está em métodos fantásticos para a fixação do conteúdo, mas na maneira única de transformar códigos em sentido, letras em palavras, frases em orações... e por fim, alunos em amigos! Pois tudo vai muito além das quatro paredes da sala de aula, fica gravado na mente daqueles que aprendem que ensinar é a melhor maneira de aprender, tanto os titulados como professores, como os alunos.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma receita que vale ouro:


Texto de Matheus Teixeira.

(Aluno do 1º E.M. CACPA. Proposta de produção de texto do tipo instrucional)

Receita para evitar bronca dos pais


INGREDIENTES:

½ xícara de bondade

½ xícara de obediência

1 xícara de amor

1 colher de sopa de alegria

3 pitadas de lealdade

OBS: Para termos um bom resultado, siga com atenção às instruções.


Em um recipiente:

½ xícara de bondade

Com ½ xícara de obediência.

Misture bem, mexendo por 1 minuto.

Separe uma xícara de amor

1 colher de sopa de alegria; pois isso ajuda

Para servir aos pais com amor e feliz.

Logo depois, acrescente 3 pitadas de lealdade,

Pois temos que fazer o melhor para deixá-los orgulhosos com nós.

Coloque todos os ingredientes em uma batedeira cristã, lembrando da necessidade que temos de Deus.

E para finalizar, asse no forno do caráter,

Com todas essas qualidades, será difícil levar bronca dos pais.

Aproveite!!!

Sirva-se todos os dias com essa receita, sua vida será longa e feliz!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Três Gerações e Um Livro



Quando iniciei o ano letivo, já sabia que em algum momento teríamos a “Feira do Conhecimento”, é quando cada matéria, apresenta por meio de um projeto, alguns de seus ideais ensinados.

Logo comecei a pensar na tão famosa “língua portuguesa”.

Nem vou mentir, mas surgiram mil ideias loucas, de gramática, linguística e tudo mais!

Por fim, resolvi deixar de lado, na hora certa, o projeto certo apareceria.
E foi assim mesmo que aconteceu.

Assistindo a um programa televisivo, onde idosos contavam suas histórias, fiquei pensando em como é importante a arte de contar histórias.
É a forma mais antiga e eficiente que existe de perpetuar a tradição e história de vida de uma família em sua geração futura.

Deus, em sua imensa sabedoria, usou deste meio para propagar as histórias de Seu povo.

Por anos, fatos e milagres da vida do povo escolhido por Deus, foram relatados em histórias contadas de pai para filhos.

Imagino a cena, é como se pudesse ver, Noé, bem idoso, com seus netos, sentado no chão, próximo a uma fogueira, tendo ali meninos e meninas, que olhavam vidrados enquanto ele narrava a aventura de viver com animais em um grande barco.

Percebo que hoje, essa cena, faz parte da lembrança de muitos, avós contando histórias.

É, mas por vezes, a história não é contada, as pessoas não encontram tempo para sentar e ouvir, trabalham de um lado para o outro e não querem conversar, então, quando encontram tempo para falar, contar suas histórias, já na idade avançada, não encontram quem tenha tempo para ouvir.

É frustrante pensar em quanto temos perdido por conta desta correria que nos cerca.

Foi ai, que nasceu a ideia do projeto: A arte de contar e viver a vida.

Primeiro iríamos com os alunos no centro de convivência de Idosos, lá ouviríamos várias histórias ou estórias, contadas por pessoas que tem tempo de sobra, que muito já viveram e teem tanto para ensinar!

Depois os alunos, em grupos, transformariam essas histórias (por vezes reais), em contos, para que se tornasse agradável o ouvir dela para a criança pequena.

E então, por fim, contariam estas histórias a crianças, levariam o que aprenderam para outros que querem aprender.

E assim, após ouvirem, as crianças desenhariam o que mais gostaram na história, teríamos a ilustração de cada fato feita pelas mãos de quem ainda sonha e sabe imaginar.

É o aluno se colocando no papel de servo, de ouvinte, de aprendiz do que há de melhor: a vida!

Então, teríamos um livro escrito por três gerações:

A história original contada por um idoso.

Reescrita por um adolescente.

E ilustrada por uma criança.

Com o projeto em mãos, procurei minha coordenadora, a Carmen, ela é uma benção de Deus, desde o início apoiou da melhor forma, colocamos tudo em prática.

Após irmos no centro de convivência de idosos, decidimos que contaríamos essas histórias para um grupo especial de crianças, aquelas que vivem em tratamento hospitalar contra o câncer.
Fomos até o hospital do câncer, a psicóloga Erluce, nos recebeu com muito carinho, explicou sobre a complexidade que envolve uma visita para crianças com a imunidade tão baixa, mas não desistimos do desafio, de dar alegria pra quem já luta tanto pela vida.
Assim, foi autorizado a entrada de apenas quatro grupos de histórias, o restante dos grupos contariam suas histórias na escola.
Foi uma semana de correria, mas de muitas alegrias.
Ver o rostinho de crianças sorrindo, ver meus alunos (minhas malinhas) se desdobrando, levando alegria e também se alegrando... isso realmente não tem preço.

Para encerrar o projeto, no dia da feira do conhecimento, os alunos recontaram algumas histórias, expuseram os materiais que usaram para contar seus contos e ainda deixamos a mostra alguns exemplares do livrinho impresso: Contemplando Gerações.

Foi e é uma benção.

Saber que fazemos a diferença na vida de alguém, saber que o mesmo jovem que brinca com outro jovens de sua idade, é capaz de dar atenção e ouvir pacientemente um idoso, como de também, se enfeitar e contar uma alegre história pra uma criança, me faz ter fé de que ensinar vale a pena, pois neste dias, tenho aprendido que a idade de ser feliz, de contar e recontar histórias... é a idade que você tem HOJE!
(Observação: Se quiserem ver fotos do projeto, estão todas no meu orkut).