quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um pouco mais...


Sobre a autora que você encontrou agora no blog:
É uma menina linda, doce, inteligente... sabe a "Branca de Neve"? Pois é, sempre que olho Luana Alana, penso no filminho que vi quando criança.
Talvez seja por causa dos olhos negros e do cabelo tão escuro como a noite, contrastando com a pele alva.
Tudo bem, ela é um doce de menina, super inteligente, interessada nos estudos, uma fofa!!!
Espero durante as férias receber mais textos de Luana, na medida do possível, vou publicando por aqui.
Beijinho pra vocês, e ótimas férias.

Pré-conceito



Milhares de pessoas no mundo, milhares de rostos, milhares de pensamentos.
Nenhuma pessoa é igual a outra, cada uma tem sua forma de ver mundo e atuar nele, é inegável que as diferenças existem.

Entre tanta diferença surge o preconceito.


Preconceito é um conceito antecipado que uma pessoa faz de outra ou de algo levando em consideração apenas a aparência, se trata de um pré-conceito.


Muitos não percebem que o mundo é feito de coisas e pessoas diferentes e que aceitar e se adaptar a tais diferenças é um ponto básico do convívio social.


Preconceito racial, profissional, por opção sexual, uns não aceitam as características dos outros.


A sociedade precisa ser baseada em respeito e aceitação, quando estes não ocorrem são gerados diversos conflitos entre as pessoas.


O que devemos enxergar é que apesar de toda a diferença que existe entre nós, somos todos seres humanos que precisam ser respeitados. Somos todos iguais na diferença.


Luana Manzini .

Feliz demais!


Tenho a bênção de conviver com pessoas fantásticas.

Alunos que com o passar do tempo se tornam bem mais do que o simples significado da palavra em si, deixam de ser somente aprendizes e passam a ensinar aos outros, é maravilhoso viver a experiência de troca de sabedoria.

Estou entrando de férias, já estou com saudades.

Como uma das últimas atividades realizadas, pedi que meus alunos me entregassem seus cadernos de “redação”, que foram realizadas ao longo do ano letivo, por fim, escolhi algumas de cada sala que realmente figuram como “pecado” mantê-las em segredo, só entre eu e o autor (aluno(a)).

Escolhi poucas produções textuais para publicar, alguns alunos já estão me enviando no e-mail, então vou divulgando aqui no blog na medida que for recebendo.

Espero que os outros parem para ler seus cadernos, comparar o quanto evoluíram na escrita durante o ano, e assim vejam o bilhetinho que deixei sobre algumas redações, pedindo que me enviasse para publicação no blog.

A arte de ensinar não está em métodos fantásticos para a fixação do conteúdo, mas na maneira única de transformar códigos em sentido, letras em palavras, frases em orações... e por fim, alunos em amigos! Pois tudo vai muito além das quatro paredes da sala de aula, fica gravado na mente daqueles que aprendem que ensinar é a melhor maneira de aprender, tanto os titulados como professores, como os alunos.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma receita que vale ouro:


Texto de Matheus Teixeira.

(Aluno do 1º E.M. CACPA. Proposta de produção de texto do tipo instrucional)

Receita para evitar bronca dos pais


INGREDIENTES:

½ xícara de bondade

½ xícara de obediência

1 xícara de amor

1 colher de sopa de alegria

3 pitadas de lealdade

OBS: Para termos um bom resultado, siga com atenção às instruções.


Em um recipiente:

½ xícara de bondade

Com ½ xícara de obediência.

Misture bem, mexendo por 1 minuto.

Separe uma xícara de amor

1 colher de sopa de alegria; pois isso ajuda

Para servir aos pais com amor e feliz.

Logo depois, acrescente 3 pitadas de lealdade,

Pois temos que fazer o melhor para deixá-los orgulhosos com nós.

Coloque todos os ingredientes em uma batedeira cristã, lembrando da necessidade que temos de Deus.

E para finalizar, asse no forno do caráter,

Com todas essas qualidades, será difícil levar bronca dos pais.

Aproveite!!!

Sirva-se todos os dias com essa receita, sua vida será longa e feliz!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Três Gerações e Um Livro



Quando iniciei o ano letivo, já sabia que em algum momento teríamos a “Feira do Conhecimento”, é quando cada matéria, apresenta por meio de um projeto, alguns de seus ideais ensinados.

Logo comecei a pensar na tão famosa “língua portuguesa”.

Nem vou mentir, mas surgiram mil ideias loucas, de gramática, linguística e tudo mais!

Por fim, resolvi deixar de lado, na hora certa, o projeto certo apareceria.
E foi assim mesmo que aconteceu.

Assistindo a um programa televisivo, onde idosos contavam suas histórias, fiquei pensando em como é importante a arte de contar histórias.
É a forma mais antiga e eficiente que existe de perpetuar a tradição e história de vida de uma família em sua geração futura.

Deus, em sua imensa sabedoria, usou deste meio para propagar as histórias de Seu povo.

Por anos, fatos e milagres da vida do povo escolhido por Deus, foram relatados em histórias contadas de pai para filhos.

Imagino a cena, é como se pudesse ver, Noé, bem idoso, com seus netos, sentado no chão, próximo a uma fogueira, tendo ali meninos e meninas, que olhavam vidrados enquanto ele narrava a aventura de viver com animais em um grande barco.

Percebo que hoje, essa cena, faz parte da lembrança de muitos, avós contando histórias.

É, mas por vezes, a história não é contada, as pessoas não encontram tempo para sentar e ouvir, trabalham de um lado para o outro e não querem conversar, então, quando encontram tempo para falar, contar suas histórias, já na idade avançada, não encontram quem tenha tempo para ouvir.

É frustrante pensar em quanto temos perdido por conta desta correria que nos cerca.

Foi ai, que nasceu a ideia do projeto: A arte de contar e viver a vida.

Primeiro iríamos com os alunos no centro de convivência de Idosos, lá ouviríamos várias histórias ou estórias, contadas por pessoas que tem tempo de sobra, que muito já viveram e teem tanto para ensinar!

Depois os alunos, em grupos, transformariam essas histórias (por vezes reais), em contos, para que se tornasse agradável o ouvir dela para a criança pequena.

E então, por fim, contariam estas histórias a crianças, levariam o que aprenderam para outros que querem aprender.

E assim, após ouvirem, as crianças desenhariam o que mais gostaram na história, teríamos a ilustração de cada fato feita pelas mãos de quem ainda sonha e sabe imaginar.

É o aluno se colocando no papel de servo, de ouvinte, de aprendiz do que há de melhor: a vida!

Então, teríamos um livro escrito por três gerações:

A história original contada por um idoso.

Reescrita por um adolescente.

E ilustrada por uma criança.

Com o projeto em mãos, procurei minha coordenadora, a Carmen, ela é uma benção de Deus, desde o início apoiou da melhor forma, colocamos tudo em prática.

Após irmos no centro de convivência de idosos, decidimos que contaríamos essas histórias para um grupo especial de crianças, aquelas que vivem em tratamento hospitalar contra o câncer.
Fomos até o hospital do câncer, a psicóloga Erluce, nos recebeu com muito carinho, explicou sobre a complexidade que envolve uma visita para crianças com a imunidade tão baixa, mas não desistimos do desafio, de dar alegria pra quem já luta tanto pela vida.
Assim, foi autorizado a entrada de apenas quatro grupos de histórias, o restante dos grupos contariam suas histórias na escola.
Foi uma semana de correria, mas de muitas alegrias.
Ver o rostinho de crianças sorrindo, ver meus alunos (minhas malinhas) se desdobrando, levando alegria e também se alegrando... isso realmente não tem preço.

Para encerrar o projeto, no dia da feira do conhecimento, os alunos recontaram algumas histórias, expuseram os materiais que usaram para contar seus contos e ainda deixamos a mostra alguns exemplares do livrinho impresso: Contemplando Gerações.

Foi e é uma benção.

Saber que fazemos a diferença na vida de alguém, saber que o mesmo jovem que brinca com outro jovens de sua idade, é capaz de dar atenção e ouvir pacientemente um idoso, como de também, se enfeitar e contar uma alegre história pra uma criança, me faz ter fé de que ensinar vale a pena, pois neste dias, tenho aprendido que a idade de ser feliz, de contar e recontar histórias... é a idade que você tem HOJE!
(Observação: Se quiserem ver fotos do projeto, estão todas no meu orkut).

sábado, 30 de outubro de 2010

Olá... voltando aos poucos.


Tanto tempo sem vir aqui.


Deu saudades deste cantinho.

Tanta coisa aconteceu, tantas mudanças.

Mas é interessante perceber que mesmo após um tempo, apesar de coisas mudarem, eu continuo a mesma pessoa.

Aos poucos vou postar os projetos que tenho vivenciado.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Obrigada Papai



Durante quase quatro anos fiquei distante dos livros alternativos, ou seja, de histórias mais agradáveis e menos didáticas. Ligada à faculdade e depois à pós-graduação, tempo me faltava, letras sobravam, e nada de ler algo por prazer.
Até que de umas semanas para cá, decidi ler algo prazeroso a todo custo.
Estou tentando ler “A Cabana”, leio no ônibus, indo pra escola do Centro, leio no banheiro (é bom ler sentada no vaso), leio nos curtos intervalos de uma aula e outra.
Estou lendo com calma, sem interesse de engolir as palavras, é como se deliciasse, comendo um doce aos poucos.
Sabe quando sua mãe faz um monte de doce de leite e te oferece uma colheradinha? Então você lambe aos poucos, de olho no pote grande de doce, mas sabendo que só tem direito aquela colherzinha.
O livro é fantástico, imenso e rico... mas o tempo é curto, como a pequena colher com doce, então saboreio o enredo, retorno e releio alguma expressão interessante, até grifo o que me agrada.
Mas nem vinha aqui falar de como estou saboreando o livro, queria mesmo é dizer sobre “O livro”.
Identifiquei-me com Nan, a personagem que chama Deus de Papai, desde muito tempo, nem me lembro quando, é que O chamo de PAI, PAPAI ou PAIZINHO.
A dor de uma perca, a aproximação do PAI, o conquistar novamente a confiança NELE.
Identifiquei-me com tudo isso.
Hoje, no ônibus, segurei as lágrimas durante alguns parágrafos, a ideia de Deus tão perto, da amizade que Ele oferece, do amor sem limites, é mesmo fantástica!
Tudo isso tenho experimentado ao longo dos anos, cultivar esse relacionamento tem sido maravilhoso.
Há um trecho que PAPAI diz pra Mack:
- Sou muito mais que isso, sou acima e além de tudo o que você possa perguntar ou pensar.

Entender a complexidade de Deus é mesmo maravilhoso. Jogo-me nesse amor sem limites e não busco compreender, tento aceitar por inteiro.

Em outro momento, PAPAI explica:
- Amor é o relacionamento. Todo amor e relacionamento só são possíveis para vocês porque já existem dentro de Mim, dentro do próprio Deus. O amor não é a limitação. O amor é o voo. Eu sou o amor.

E este capítulo termina de maneira gloriosa, quando Mack, olhando para as marcas dos cravos nas mãos de Deus, lamenta pelo sacrifício na cruz, diz que sente muito por Jesus ter morrido. PAPAI olha com amor e responde:
- Filho, obrigado por lamentar, mas EU não lamento.

E por mais ficção que seja a história, eu conheço na realidade o PAPAI de amor! E sei, é maravilhoso ler o que penso, sei que ELE não lamenta o sacrifício, pois foi por este meio que tenho a esperança de viver eternamente com quem é o verbo, AMOR!

Obrigada, PAPAI.