quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Amor - 1ª Fase



Amor de adolescente é fofo! Mas pode ser maluco!
Quem nunca pensou que o mundo girasse ao redor de um moleque que precisa da mãe pra ficar mandando escovar os dentes e recolher as roupas do chão? (apesar de que mesmo após os 30 anos, homens ainda precisam ser alertados sobre isso)
Outro dia, observando umas situações, fiquei um pouco triste.
Vi algumas menininhas, que estavam por ai, viajando... e mesmo assim, com a cabeça num moleque.
Já pensou que decepcionante?
Os pais se ralam, pagam uma viagem pra garota, decidem fazer AS FÉRIAS em família, daí a menina se tranca no quarto e só sabe vigiar o facebook do moleque, chorar porque o moleque está teclando com outra ou deixou um recado pra outra.... a lista segue.
Isso é frustrante!
Sei que o amor é cego, mas me recuso a chamar isso de amor!
Provavelmente, ela vai chorar, ameaçar se matar, acabar com o mundo dela e de quem está perto de tanto só falar no moleque... e depois, vai encontrar outro moleque, e mais outros, e quantos serão até que termine o ano?
O legal, é que todos são denominados como “amor verdadeiro”!
É difícil isso, pensando como mãe!
Eu cuido do Murilo, dou atenção, amor, broncas, cafunés... então quando ele começa a aprender a conversar como gente, a dialogar em família, ele se tranca e vai ficar tentando conquistar uma menininha? Injusto!
Pronto, acabei o desabafo.
Mas sejamos racionais... todos aprendemos com essas histórias idiotas, então elas são necessárias. (nem todos, tem sempre aquele(a) que vai se dar mal até os 50 anos)
É levando fora, pé na bunda, traição, desprezo, que se aprende a procurar melhor, a garimpar por alguém que realmente, seja brilhante!
Mas amor perfeito existe? Claro! Todos os amores imperfeitos são perfeitamente possíveis de acontecer.
Talvez esse período em que a menina fica mais chorando por um moleque, seja necessário para aprender a selecionar melhor, deixar espaço pros moleques crescidos, aqueles que também já sofreram com molecas e querem alguém mais sério.
Então, podemos dizer que, amor adolescente é fofo, idiota, irritante... mas é necessário.
Se você é mãe, ou mesmo se irrita ao ver essas meninas fofas e lindas, sofrendo por um carinha desprezível? Sorria! Ela está aprendendo!
Ao menos, espero que esteja aprendendo.
E que deixe o eterno sofrimento, lágrimas e vontade de morrer por um moleque, que seja isso papel exclusivo das novelas mexicanas...

Momento explicativo: Texto inspirado nas adolescentes que acompanho por ai, que já cansei de ver o sofrimento exagerado por um menino qualquer. Se você se identificou com o texto, tenho um recado: Eu não te conheço, então, isso aqui foi um desabafo, não um conjunto de indiretas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Paixão ou Hábito?



Ler e ler...

As pessoas dizem que devemos ter hábito de leitura.
Estranho, né?
Mas depois que ouvi a justificativa para o erro desta fala, entendi a razão de sempre soar estranho o “hábito de leitura”.
Uma vez, ouvi da Fanny Abramovich (esplêndida escritora) que não se cria hábito de leitura, pois hábito vem de coisas repetitivas, obrigatórias.
Criamos hábito de tomar banho, hábito de escovar os dentes, hábitos de higiene... alguns homens criam o hábito de abrir a porta para a mulher passar, apesar disso ser cada vez mais raro, e assim por diante.
Mas leitura? Ah! Leitura não é hábito, leitura é paixão, é um relacionamento que construímos ao longo dos anos, é como um casamento!
Que ver?
Quando ainda somos crianças, já percebemos o olhar dos amantes da leitura, eles costumam soltar faíscas dos olhos ao ver um livro colorido, interessante... então, se demoram folheando, inventando histórias para as gravuras, conversando com os personagens, antes mesmo de aprender a decifrar as letras, esses pequenos enamorados, leem livros.
Há os que não amam de imediato, pegam o livro, tentam algum contato, mas talvez por influência de outro amante, para agradar algum ser humano, não por paixão... tudo bem, não há problema nenhum em não ser um amante desde a tenra idade, pois enquanto o pequeno aprendiz manuseia um livro sem muita vontade, dá-se a chance a si mesmo, de uma hora encontrar aquele livro que o fará elevar os mais puros suspiros de paixão.
A minha primeira paixão? Lembro-me como se fosse hoje, era um livro grosso, velho, já doado para a escola por alguém que usou e abusou de suas páginas. Até aquele dia, eu era uma leitora habitual, lia sem paixão, lia para impressionar minha mãe, pois minha irmã, ela sim, era louca de amor pelos livros, queria ser como Fabiana, mas não havia amor, era algo mecânico, habitual... foi então que vi, no canto da prateleira da escola, um livro de capa marrom, escrito em letras antigas e surradas “O Diário de Anne Frank”, eu passei os dedos lentamente sobre a letra gasta, então virei-o de costas para ver o que trazia e vi, um desenho, como se fosse uma foto antiga, de uma menina simples, de cabelo preto, um pouco armado, revoltados fios, percebi que ela não era perfeita, então achei interessante, me identifiquei.
Foi amor a primeira vista, eu sai sorrindo apertando-o contra o peito, corri para a sala de aula e guardei meu tesouro na bolsa, amei cada página, sorri com as coisas idiotas de Anne, chorei ao ver que ela se achava feia, tentei começar um diário, procurei fotos de sua família, eu tinha 12 anos e não havia internet naquela época como hoje, mas encontrei no meio do livro algumas fotografias copiadas para o deleite do leitor, fiz-me parte da família de Anne, ela foi uma grande amiga, copiava suas piadas (aquela sobre o nascimento dos bebês), ouvia (lia) suas reclamações sobre a irmã mais velha, e a velha disputa de irmãs, me sentia real na leitura da menina da 2ª Guerra Mundial, até que tudo ficou silente, Anne foi encontrada em seu anexo, ela não sobreviveu e eu chorei, fiquei indignada, mas agradeci por ela ter escrito e seu pai ter publicado.
O Diário de Anne Frank foi apenas a primeira de muitas paixões que surgiriam.
Ainda viajo e me apaixono nas páginas dos livros, é estupendo, é incrível, não é hábito, é paixão, é necessidade de decifrar a vida de outros em meio as letras.
Se você, querido leitor, ainda não ama assim, não se canse, não se martirize, continue nas buscas, procure incansavelmente, leia um, leia dois, leia três, talvez seja enganado pela capa, mas não perca a esperança, um dia, você sentirá o cheiro da paixão literária, abraçará aquele ser pequeno e enigmático, então começará a decifrar seus códigos, se identificará com as paixões e as lágrimas, o lerá de madrugada, desejando que nada lhes interrompa, e assim... a cortina se abrirá e estarás, de uma só vez, no universo apaixonante que é a leitura!
Enquanto não tiver encontrado seu amante, continue a procura.
E para os que já amam loucamente, os que fecham o facebook por um livro, os que preferem o cheiro da livraria ao cheiro das lojas de grife, os que escolhem uma sombra, o silêncio e o amante, como o melhor programa de um fim de semana, aos que quando tem um livro nas mãos, não escutam mais nada que não sejam suas páginas gritando um enredo apaixonante... a esses, eu só posso dizer: Sejam bem vindos a vida indecifrável e apaixonante!

Deixo um vídeo, lindo, fofo, que mostra uma menininha, daquelas que de pequena já se mostram apaixonadas pela arte de decifrar sentimentos escritos:

Já se apaixonou alguma vez por um livro? Lembra do primeiro amor literário? Conte!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

É férias!


Pronto, enfim ela chegou.

Estar de férias é como parir:
Você planeja o que fará, demora meses namorando essa ideia e por fim, quando chega o momento, sai tudo diferente do planejado.
É normal ver no facebook, orkut (o falecido) e outros meios, os jovens suspirando, pedindo para que chegue logo, fazendo contagem regressiva.
Mas, quando chega, quando realmente as férias chegam, nos sentimos entediados, não sou exemplo de normalidade, mas percebo que não sou a única a querer voltar logo pro vuco-vuco, pra correria da vida, porque acordar tarde e dormir o dia inteiro, enquanto se mata os poucos neurônios na madrugada da internet, isso já está cansando.
Mas, já que sou forçada a continuar de férias, e nunca foi tão contraditório essa afirmação, vou aproveitar para fazer a vida andar: vou caminhar cedinho, fazer dieta comendo menos e no horário certo, ver TV com família reunida, organizar meu sono e... deixar de hipocrisia!
Então, se é pra abandonar o bendito cinismo... é melhor dizer a verdade:
Vou dormir quando estiver bêbada de sono e acordar na hora que a bexiga estourar pra ir ao banheiro, vou ver desenho, largada no chão junto ao Murilo, vou merendar as 11 da matina e almoçar as 19 horas, vou caminhar de pijama pela casa em pleno as 4 horas (da tarde, claro), vou ressuscitar o blog que vive mais morto que o Frankenstein, vou tagarelar no msn por pura falta de com quem conversar ao vivo, rever seriados antigos e descobrir novos... e claro, vou ler, devorar o que se pode, como um cupim diante de uma pilha de livros e revistas...
Afinal de contas: estou numa contagem regressiva, logo as férias terminam e volto à sanidade mental, então, nada é tão bom como permitir-se ser um pouco insana por 20 dias!
Contagem regressiva para retornar à sala de aula, saudade dos meus monstrinhos.

sábado, 23 de julho de 2011

Para Cuiabá


Este poema foi elaborado por uma aluna, Milla, ela estuda no 1º ano.
Já tem um tempo que ela me enviou, eu devia ter postado no aniversário de Cuiabá, mas com a correria, ficou para trás.
Então, antes tarde do que nunca.
Ai vai.

Cuiabá

Cidade acolhedora, viva
40º todo dia
Posso ver nas padarias
O bolo de arroz nosso de cada dia
Morenas saem nas janelas
Para ver a lua, sempre tão bela
Tuiuius esticando seus pescoços
Para espiarem em Mato Grosso
A beleza de Cuiabá
Viola de Cocho,
Aqui se toca, canta e dança
Duvido que alguém se cansa
E se cansar, não tem problema
Não há quem uma rede não tenha
Nem que seja só para a varanda enfeitar,
Aposto que, ao testar, vai querer ficar
Aos pau-rodados
Aviso, tomem cuidado,
Caso não possam muito tempo ficar
É melhor nem perto da cabeça de Pacú chegar,
Quem prova, aprova
Quem gosta, fica, não vai embora
292 anos de história,
Não é mais um número na memória,
Um dia feito pra se comemorar,
Parabéns Cuiabá!!!

sábado, 28 de maio de 2011

Humanizando a Humanidade

Você, alguma vez, já foi mal atendido por um médico?

Digamos que você está com uma tremenda dor no estômago, então senta-se à frente da mesa de um médico, ele olhando pra receita que já está quase pronta, pergunta:

- O que você tem?

Então você começa toda a descrição, ele continua olhando pro receituário, quando você termina a receita já está pronta, ele entrega em suas mãos e grita:

- PRÓXIMO!

Já se sentiu como um número?

Alguém a mais na multidão?

E quando o jornal começa a falar em desemprego, estatísticas... parece que não existimos, que somos seres contabilizados e não humanizados.

Quando alguém deixa um bebê na lata do lixo, simplesmente por não querer?

É como se fosse só um objeto descartável!

São seres humanos?

Podem até ser.

Mas sem humanidade alguma.

Quando Cristo veio à Terra, Ele não apenas fez-se humano, mas humanizou-se, sentiu piedade, amou, abraçou, acolheu, estendeu seus braços imensos de amor infinito.

Ao ver alguém sofrendo na dor, ele perguntou se era mais fácil o perdão, o aconchego, ou a cura; a pessoa apesar de sofrer de dor, reconheceu que era mais complicado o perdão, o alívio da alma.

Às vezes, esquecemos o que é prioridade.

A escola tem como prioridade o ensino.

Isto é básico.

Toda escola deve ensinar. Mas ensinar o que?

Todos os médicos, juízes, advogados, agrônomos, engenheiros, enfermeiros, professores, concurseiros, empresários... todos passaram pelo banco escolar.

Sabemos que o ensino didático da escola faz a diferença na hora do aluno ser aprovado na universidade, por isso, ao estar em sala de aula, busco preparar ao máximo o aluno para o momento da bendita prova, isto desde o primeiro ano do ensino médio (primeira série que leciono, atualmente).

Tem aluno que já disse:

- Mas prof. você só fala em ENEM!

Pois é... mas não é bem assim, eu falo em ENEM, defendo, ensino, explico, faço junto, caminho na pesquisa dos melhores métodos para resolução das questões, simulados, revistas sobre o assunto... mas reconheço que isto é só um detalhe, é só o primeiro passo para a vida adulta.

E depois que está lá na faculdade?

E depois que se formar?

Não podemos esquecer que desde a primeira série do ensino fundamental 1, o aluno é um ser humano.

Cristo, preocupado com isto, instruiu professores em livros e mais livros, pedindo para não confinarem seus alunos as quatro paredes da sala de aula.

Não formamos robôs, seres que devem pensar didaticamente e ganhar dinheiro pra retribuir o investimento do papai e da mamãe.

Formamos pessoas, seres humanos, que estarão em contato com outros seres humanos.

Estar humano é fácil, é praticamente ter um pouco de criatividade e um tantinho de raciocínio.

Mas SER humano, digo no conceito verbal do infinitivo mesmo! O SER humano, de sempre estar nesta condição, de humano! Ah! Isso não é pra todos, não é pra qualquer escola (perdão às outras... rsrsrs)

Ser humano é primeiro aconchegar para depois conversar.

É ser aquele profissional, que ao sair de sua presença você irá meditar na tamanha capacidade que vai além do dever.

É o médico que olha nos olhos, que quer saber como o paciente está e que deixa o número do telefone e também atende as ligações na madrugada, com um tom suave, como se estivesse sempre pronto à servir.

É o professor que permite que o aluno não faça a prova por estar com um problema sério em casa, e depois vai em outro turno, pra ajudar, servir, aconselhar, ensinar, ser útil, ser servo do próximo.

É o advogado que prioriza a verdade e não se corrompe, faz de seus princípios sua balança orçamental.

É o engenheiro que é justo nos valores, nos materiais, no contato com o subordinado mais simples.

É todo ser que tem prazer em servir, já que é esta a ordem dada a todo ser vivente, descendente do Salvador, foi só isto que Ele fez aqui: servir e servir!

E pra provar que ensinar vai além das quatro paredes de uma sala de aula, fomos humanizar um pouco mais a humanidade.

Local escolhido: Shopping Pantanal.

Os alunos, em massa, escolheram o lugar, por já se tratar de um ambiente aconchegante, onde eles vão pra passear com amigos e família. E fomos tão bem recebidos pela administração, desde o início mostrando o diferencial de uma empresa, que se preocupa com todos. Obrigada a todos da administração, relações humanas, marketing... principalmente, à Michele.

E ao apresentar a ideia aos alunos, nossa, sem palavras!

Todos queriam participar.

No início o projeto era só pra 20 alunos, mas foi impossível manter este cálculo, mais de 40 do CPA, e mais de 20 do Centro América, todos queriam ir!

A direção, coordenação, orientação... todos apoiaram, abraçaram a ideia, correram atrás de recursos, como os mais de 500 livros doados.

Por fim, na noite de quarta-feira, dia 25/05, com um grupo de mais de 70 pessoas (entre adultos e adolescentes), as 18 horas, estávamos apostos para distribuir abraços e livros (Ainda resta Esperança).

Foi lindo de ver, alunos que mal conversam em sala de aula, tímidos ao extremo, agora abraçavam estranhos, distribuíam sorrisos, mostrando que foram contaminados pela AÇÃO de fazer o bem a todos, nem que fosse por uma só noite.

Muitos chegavam até nós pedindo para comprar o livro e ao saberem que era grátis, mostravam espanto, depois sorriam e recebiam o livro e o abraço.

É verdade que tivemos uns poucos casos, no máximo 15 pessoas que não quiseram o abraço.

Talvez por pressa, por não querer amassar a roupa ao se abaixar e receber um abraço... mas principalmente, porque o ser humano tem esquecido do valor do contato humano, que somos todos filhos do mesmo Pai, somos semelhantes.

Mas estes poucos, foram respeitados e receberam um sorriso, e um “boa noite”.

Aos outros muitos, muitos mesmo... que de maneira aberta, tímida, rápida, demorada, calorosa, distante... e tantas outras formas de abraçar e ser abraçado, nosso muito obrigado!

Foi bom demais, já estamos com aquele gostinho de “quero mais”, e com certeza, acredito que haverá mais, muito mais!

Sempre é tempo de formar humanos, humanizados pela arte de amar ao próximo, seja ele quem for!

Professora Franciellen, mãe, amiga, eu... só isso! =)

sábado, 30 de abril de 2011

Vivendo e experimentando Literatura.









No dia 26/04, alunos do Ensino Médio do Colégio Adventista do CPA, foram até o Sesc Arsenal conhecer um pouco mais sobre literatura.

Com o grupo Triêro, puderam aprender sobre a literatura de Cordel, sua tradição e raízes que originaram-se no Trovadorismo, onde grupos de cantores reuniam-se para divulgar seus escritos com uso de instrumentos musicais.

Chegando ao Brasil, esse estilo literário encontrou raízes junto a um povo acostumado a terra seca e as dificuldades, criando rimas de maneira praticamente perfeita, tendo como pano de fundo a realidade, o sarcasmo da vida, as dificuldades encontradas, tudo isso era assunto para uma bela poesia cantada ao som de uma viola, uma flauta de bambu e um pandeiro de couro. Os poemas eram vendidos nas feiras, amarrados em um cordão (daí a origem do nome ‘cordel’), junto aos vendedores de pepino, tomate, chuchu e tudo mais, lá estavam os artistas de cordel, vendendo seus livretos, recheados de histórias de um povo.



Ter esta literatura ensinada por meio de profissionais que vivenciam o que cantam, não tem preço. (Para ver mais deste grupo, no site: www.triero.wordpress.com)

Outras oficinas foram visitadas, como a biblioteca de artes cênicas, o cinema literário com o vídeo ‘Vida de Maria’ e por fim, receberam um pouco da experiência do escritor Luiz Carlos Ribeiro, autor do livro “A mala de Fugir” e outros contos, participando com ele de uma boa conversa realizada no espaço teatral do Sesc.












Então no dia 28/04 retornei, agora com os alunos do Ensino

Médio da Escola Adventista Centro América.
Visitamos praticamente os mesmo espaços, vimos a literatura de Cordel, cinema, sala de música e literatura, oficina de rimas com o artista Vinícius Rangel e terminamos, no melhor estilo, recebendo um pouco da sabedoria da escritora Fanny Abramovich.



Primeiro que nosso programa não incluía a visita

até Fanny, ela estaria atendendo

mais de 300 crianças nesta tarde e não tinha mais vaga alguma para nosso pequeno grupo de jovens, 12 alunos, mas já no final, quando visitávamos a biblioteca viajante do Sesc, uma das organizadoras do evento chegou e nos disse que teríamos alguns minutos com Fanny, minutos estes que na presença desta pessoa maravilhosa, tornaram-se em mais de uma hora de conversa jovial.

Fanny Abramovich é escritora de mais de 46 livros

, formou-se na USP, foi professora de crianças, jovens e adultos, lecionou por todo o Brasil, também trabalhou com teatro-educação, foi jornalista, fazia crítica a livros infantis e juvenis, trabalhou na Globo e na TV Cultura, colaborou com vários jornais e revistas, escreveu obras como: Quem educa quem?, O professor não duvida? Duvida!, Quem manda em mim sou eu, As voltas do meu coração, Que raio de professora sou eu?. Os infantis, como: Também quero pra mim, Sai para lá dedo-duro e Olhos vermelhos.

E os alunos, sentando-se aos pés desta escritora, conversaram, brincaram, riram e muito, muito aprenderam! Eram todos jovens, independente de idade, aprendendo com uma jovem que já muito viveu e tem o coração mais jovem do que o meu!

É ela o retrato vivo da literatura contemporânea, com uma irreverência rara, ponto de vista bem decidido e dito sem medo do que pensem, um vocabulário rico, conhecedora de muitos autores, devoradora de livros e mais livros, daquelas que como ela mesma disse “ao arrumar a mala, coloca primeiro três livros e só depois as calcinhas...”, que não aceita colocar ponto final em nada, tudo é acrescido de reticências e mais reticências, como professora declara que jamais terá um ponto final. Leitora do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, declara-se uma Emília, jamais um Visconde, aqueles que leem em busca de documentos, de diplomas, de títulos... ela quer a liberdade de escolha, a viagem por letras e idiomas diversos, ninguém que lhe cite regras, pois a leitura, a literatura, tem como pseudônimo a liberdade e do pouco que li na pessoa de Fanny Abramovich, liberdade é seu sobrenome!

Ter tido o privilégio de conhecê-la e depois apresentá-la a um grupo de alunos, com certeza, é experiência que jamais esquecerei!

Compartilhando de um cenário incrível e ótimas literaturas, foi uma tarde agradável, onde não apenas pudemos ler literatura, mas tocamos, ouvimos, vemos e aprendemos da melhor maneira sobre a arte de ler e ser lido na vida!

Algumas dicas de literatura, repassada pela própria Fanny Abramovich:

O Apanhador no Campo de Centeio. - de Salinger

O Remédio Maravilhoso de Jorge - de Roald Dahl

E para os menores, como literatura Infanto-Juvenil:

- As casas que fugiram de casa. - Silvia Orthof.. e todos os outros da mesma autora.

E não deixando de lembrar, são sempre recomendados os de Fanny Abramovich, como:

- Três Desejos tão desejados.

- Espelho, Espelho meu.

- As voltas do meu coração.

- Que raio de professora sou eu.

E tantos, tantos outros... é só buscar que livros ótimos aparecerão.