sábado, 30 de abril de 2011

Vivendo e experimentando Literatura.









No dia 26/04, alunos do Ensino Médio do Colégio Adventista do CPA, foram até o Sesc Arsenal conhecer um pouco mais sobre literatura.

Com o grupo Triêro, puderam aprender sobre a literatura de Cordel, sua tradição e raízes que originaram-se no Trovadorismo, onde grupos de cantores reuniam-se para divulgar seus escritos com uso de instrumentos musicais.

Chegando ao Brasil, esse estilo literário encontrou raízes junto a um povo acostumado a terra seca e as dificuldades, criando rimas de maneira praticamente perfeita, tendo como pano de fundo a realidade, o sarcasmo da vida, as dificuldades encontradas, tudo isso era assunto para uma bela poesia cantada ao som de uma viola, uma flauta de bambu e um pandeiro de couro. Os poemas eram vendidos nas feiras, amarrados em um cordão (daí a origem do nome ‘cordel’), junto aos vendedores de pepino, tomate, chuchu e tudo mais, lá estavam os artistas de cordel, vendendo seus livretos, recheados de histórias de um povo.



Ter esta literatura ensinada por meio de profissionais que vivenciam o que cantam, não tem preço. (Para ver mais deste grupo, no site: www.triero.wordpress.com)

Outras oficinas foram visitadas, como a biblioteca de artes cênicas, o cinema literário com o vídeo ‘Vida de Maria’ e por fim, receberam um pouco da experiência do escritor Luiz Carlos Ribeiro, autor do livro “A mala de Fugir” e outros contos, participando com ele de uma boa conversa realizada no espaço teatral do Sesc.












Então no dia 28/04 retornei, agora com os alunos do Ensino

Médio da Escola Adventista Centro América.
Visitamos praticamente os mesmo espaços, vimos a literatura de Cordel, cinema, sala de música e literatura, oficina de rimas com o artista Vinícius Rangel e terminamos, no melhor estilo, recebendo um pouco da sabedoria da escritora Fanny Abramovich.



Primeiro que nosso programa não incluía a visita

até Fanny, ela estaria atendendo

mais de 300 crianças nesta tarde e não tinha mais vaga alguma para nosso pequeno grupo de jovens, 12 alunos, mas já no final, quando visitávamos a biblioteca viajante do Sesc, uma das organizadoras do evento chegou e nos disse que teríamos alguns minutos com Fanny, minutos estes que na presença desta pessoa maravilhosa, tornaram-se em mais de uma hora de conversa jovial.

Fanny Abramovich é escritora de mais de 46 livros

, formou-se na USP, foi professora de crianças, jovens e adultos, lecionou por todo o Brasil, também trabalhou com teatro-educação, foi jornalista, fazia crítica a livros infantis e juvenis, trabalhou na Globo e na TV Cultura, colaborou com vários jornais e revistas, escreveu obras como: Quem educa quem?, O professor não duvida? Duvida!, Quem manda em mim sou eu, As voltas do meu coração, Que raio de professora sou eu?. Os infantis, como: Também quero pra mim, Sai para lá dedo-duro e Olhos vermelhos.

E os alunos, sentando-se aos pés desta escritora, conversaram, brincaram, riram e muito, muito aprenderam! Eram todos jovens, independente de idade, aprendendo com uma jovem que já muito viveu e tem o coração mais jovem do que o meu!

É ela o retrato vivo da literatura contemporânea, com uma irreverência rara, ponto de vista bem decidido e dito sem medo do que pensem, um vocabulário rico, conhecedora de muitos autores, devoradora de livros e mais livros, daquelas que como ela mesma disse “ao arrumar a mala, coloca primeiro três livros e só depois as calcinhas...”, que não aceita colocar ponto final em nada, tudo é acrescido de reticências e mais reticências, como professora declara que jamais terá um ponto final. Leitora do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, declara-se uma Emília, jamais um Visconde, aqueles que leem em busca de documentos, de diplomas, de títulos... ela quer a liberdade de escolha, a viagem por letras e idiomas diversos, ninguém que lhe cite regras, pois a leitura, a literatura, tem como pseudônimo a liberdade e do pouco que li na pessoa de Fanny Abramovich, liberdade é seu sobrenome!

Ter tido o privilégio de conhecê-la e depois apresentá-la a um grupo de alunos, com certeza, é experiência que jamais esquecerei!

Compartilhando de um cenário incrível e ótimas literaturas, foi uma tarde agradável, onde não apenas pudemos ler literatura, mas tocamos, ouvimos, vemos e aprendemos da melhor maneira sobre a arte de ler e ser lido na vida!

Algumas dicas de literatura, repassada pela própria Fanny Abramovich:

O Apanhador no Campo de Centeio. - de Salinger

O Remédio Maravilhoso de Jorge - de Roald Dahl

E para os menores, como literatura Infanto-Juvenil:

- As casas que fugiram de casa. - Silvia Orthof.. e todos os outros da mesma autora.

E não deixando de lembrar, são sempre recomendados os de Fanny Abramovich, como:

- Três Desejos tão desejados.

- Espelho, Espelho meu.

- As voltas do meu coração.

- Que raio de professora sou eu.

E tantos, tantos outros... é só buscar que livros ótimos aparecerão.




sexta-feira, 25 de março de 2011

E viu a necessidade...



Faz tempo que não venho escrever por aqui, mas ontem ocorreu alg

o que me tocou profundamente de forma que não pode deixar de ser relatado.

Era terça feira quando o aluno Maxuel do 1º ano EM foi visitar uma creche que carente, Maxuel é só um menino, como todos os outros que você pode encontrar ao abrir a porta de uma sala de 1º ano, mas não só viu a necessidade, como também, sentiu e percebeu que ele f

az parte desse planeta, do Estado, da Cidade e do bairro, entendeu que só “ver” a necessidade não m

uda nada, não faz a diferença, foi então que ele decidiu SER a diferença.

Bem, como surgiu a vontade de ir até a creche, eu não sei.

Só sei que reuniram-se num grupo pequeno e pediram para Maxuel ir lá conversar com a coordenação da escolinha, pedindo para que eles (o pequeno grupo) pudesse ir ajudar em uma tarde, brincar com as crianças e levar alegria.

Chegando até o local, ele pode entender o que é uma creche pequena e filantrópica, que tem pouco ou nenhum apoio do governo, que depende unicamente da boa vontade da sociedade para a manutenção.

Crianças de 2 e 3 anos, que passam o dia inteiro ali, com professoras que traba

lham por amor, com um salário de 400,00 (a creche é filantrópica, então, é tudo por auxílio, não dá para pagar mais que isso para elas), e o cenário que viu, inicialmente, era bem agradável, não conhecendo o que se passa de verdade, pode até ser confortável.

Mas o garoto de só 14 anos começou a conversar com a coordenadora, ela

amou a ideia deles irem lá brincar com as crianças, afinal de contas, é uma professora para 20 crianças pequenas, mas ela começou a mostrar o local, havia nos fundos uma pilha de tijolos que foram usados para a construção de um banheiro e reforma do outro, antes a escolinha tinha apenas um banheiro pequeno (nada de feminino e masculino, nem de exclusivo para funcionários), os tijolos atrapalhavam a área de recreação e tornava o local perigoso, já que criança é especialista em correr olhando para trás ao fugir de um adulto. Também viu a escassez do cardápio na alimentação de crianças tão pequenas e com necessidades nutricionais, não deixou de perceber a quantidade pequena de funcionários em relação as prioridades a serem resolvidas para que as 80 crianças que frequentam em período integral a creche pudessem ter um lugar alegre e agradável quando estão longe dos pais.

Ele retornou para o grupo, eram mais seis meninas, também da mesma idade: Thiely, Fabiany, Edilaine, Kallyta, Juliana, Letícia e mais uns poucos alunos.

Observando que havia muito a se fazer, resolveram expandir a ideia, convi

dar

am a turma toda: 43 alunos.

Todos se animaram, o plano deles era ir na creche já na quinta-feira, ou seja, só tinham 1 dia e meio para se organizarem.

Vale lembrar que a escola está incentivando os alunos a participarem de projetos sociais, mas como estamos em período de provas, os professores ainda não colocaram os projetos em ação, para mostrar a vontade de “fazer acontecer” eles começaram tudo SEM auxílio de professores.

Quando Maxuel me contou, logo expliquei para ele a realidade da creche, que já conhecia, apóie o projeto, mas avisei que ia trabalhar na quinta até quase 13 horas, de forma que só poderia encontrá-los já no local, não dava pra eu ir acompanhando-os até lá, eles se organizaram com outro professor para irem a pé (fica perto da escola) e dividiram-se em grupos de forma que uns ficariam responsáveis pelo trabalho de arrumar o ambiente (carregar os tijolos), outros iriam pra cozinha preparam um lanche gostoso e diferente e por fim, um outro grupo animaria as

crianças contando histórias e cantando musiquinhas, inclusive, decidiram identificar cada grupo com fitas coloridas para não se perderem nas tarefas e assim os funcionários da creche poderiam ordená-los sem confundir a área de atuação de cada um. (achei muito fofa a ideia, criativos de

mais)

Pasmem, eles arrecadaram uma verdadeira feira de lanches com frutas, biscoitos, leites, iogurtes e até alimentos para confecção de almoço, e mais, fizeram uma cota para que pudessem preparam cachorro-quente para os pequeninos!

Chegou quinta-feira, eu fui trabalhar e quando me preparava para ir direto para a creche, recebi a ligação da secretária da escola, dizendo que estavam todos lá, num alvoroço e o professor que iria acompanhar não tinha comparecido de forma que sem um adulto e funcionário da escola, eles não podiam sair e detalhe, começava a chover.

Raciocinei rápido e fui até a escola, lá decidiríamos o próximo passo.

Ao chegar, foi uma surpresa, quando correram e me abraçaram, pulavam de alegria por eu ter ido até lá. Mas para que isso? Eu simplesmente tinha ido até a escola acompanhá-los, quem havia desenvolvido TUDO foram eles! Fiquei emocionada ao perceber a gratidão que eles sentiam em terem a oportunidade de fazer o bem ao próximo, realmente, eles tinham aprendid

o o que é AJUDAR, que tem mais haver com você do que com quem você beneficia.

A chuva aumentou e liguei para o diretor, ele estava vindo de um compromisso da escola, ainda nem tinha almoçado e ia em casa comer, fiz o que toda mulher sabe fazer: pedi, pedi e pedi.

Ele atendeu, pulou o horário já tardio de almoçar e foi direto para a escola, mas um carro para tantos alunos é pouco, fui até a Gisele (nossa “Bombril”: mãe, coordenadora, psicóloga...) e ela parou com o trabalho, que não era pequeno, chamei também o Wilton (área de finanças) e com três carros, lotados de alunos em fase de crescimento, com o porta-malas repleto de sacolas, fomos até a creche Tia Antonina.

Chegando lá, eram como abelhas trabalhando em uma colmeia, cada um em sua função, ninguém parado.

Deixaram para as crianças todo o lanche arrecadado antes, fizeram um caldeirão d

e molho para o pão de cachorro quente e serviram com refrigerante, interessante que organizaram tudo rapidamente, fizeram unicamente por amor, nada de notas ou recompensas, nem gincana para incentivar... o incentivo foi AMAR ao próximo como a si mesmo, até na hora de escolherem o cardápio, que imperou a questão “gosto de comer cachorro-quente, eles também gostam”.

Aprendi um pouco mais com eles, vi que por vezes deixamos de apresentar um projeto social por não haver um incentivo, um prêmio, uma nota para oferecer, quando na verdade, esses adolescentes querem ajudar pelos simples prazer de ver o sorriso do outro.

Ao final, vários contavam com lágrimas nos olhos sobre fatos que marcaram aquela tarde, uma aluna contou de uma garotinha que pediu colo e a chamou de mãe (claro, um bebezão de dois anos na escola, ela só deseja carinho), outra disse que na hora de entregar o pão o menininho pediu: - Dá mais um, mãe!

E assim por diante... uma tarde escrita com gotas de chuva que mo

tivaram adolescentes a demonstrar e ensinar o verdadeiro sentido do verbo “servir”.

Ps.: Feliz demais em ser professora de cada um, citei só o nome dos que começaram com o projeto pois depois, ficou LINDO, a turma do 1º ano INTEIRA vestiu a camisa e fez acontecer! Parabéns pra todos que participaram.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ser um exemplo - Texto do aluno: Caio Paelo


Eu não vejo o futuro, mas quero que meus atos sejam gigantes e que minha influências tenha tamanho gigante, eu já fiquei sabendo de alguém a muitos anos um homem em exemplo ganhou 500 pessoas pra Jesus e prometeu pegar mais 2000 pessoas e o fez! Que grande influencia e que gigante ato!

O único exemplo em minha vida é Jesus Cristo, por que ele é o melhor e mais perfeito e sei que já sigo a ele sendo Cristão e sigo como exemplo através da palavra de Deus, da bíblia. Eu não sei se já sou, mas tento ser para meus amigos na escola e ser mais e mais reconhecido como um exemplo bom, sei que em minha casa já fiz a diferença mas os as vezes, atos ruins nos impedem de continuar na paz de Jesus Cristo.

Espero que como exemplo quando eu morrer minhas obras me sigam! E que eu faça outras nesse mundo como: andar como eu ando como ELE anda, ter a mesma glória que eu, ter a mesma unção, ter o mesmo poder, ter a mesma autoridade...

Falar é composição do fazer, um outro exemplo é na palavra de Deus que se diz: (Por que disseste o que fazer se não o faz?) Não sei o livro e nem o capitulo mas isso realmente está escrito lá pelo fim de Genesis meio no começo de Apocalipse, podemos falar certo mas é mais errado não o fazer, pois se pode ter condenação ou punição, eu não falo pra ter que fazer, apenas faço!

Mal é alguns terem que dizer e fazer (Então é melhor largar o emprego de presidente). Vamos ser lúcidos e acordar nas nossas palavras! No nosso dizer! Pois ainda temos muito a fazer.

Vamos novamente superar o mal e derrotá-lo com o bem! Pois nascemos maus e depois buscamos a Cristo e ele nos glorifica, é difícil, organize sua vida e supere uma coisa por vez. Que Deus Os Abençoe.

Texto de Caio Paelo – 1º Ano E.M.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As primeiras civilizações.


É com imensa alegria que abro espaço para mais um texto produzido por um aluno, no caso, aluna: Thaís Moraes.
Menina incrível, aquela aluna que todo professor deseja ter em sala de aula.
O texto foi escrito segundo uma proposta de avaliação, o assunto sugerido era Preconceito.
Com vocês, o texto de Thaís:

As primeiras civilizações

A Europa foi território, onde se desenvolveu diversas civilizações. Foram as primeiras do mundo, por isso se explica o seu alto desenvolvimento. As que se destacaram foram os Maias, os Incas e os Astecas.

Desencadeado deste contexto, foi da Europa que surgiu os primeiros países imperialistas.

Portugal, Inglaterra e França estavam em constantes disputas por espaço geográfico, tornando os demais países colônias de exploração.

Todo esse processo histórico gerou na sociedade a discriminação e o preconceito, em relação a indígenas e negros. Durante anos esses povos eram caracterizados como inferiores e incapazes de evoluir.

A ideia de Charles Darwin consistia em explicar que os fortes sobrevivem sobre os fracos na natureza, e foi a partir dessa ideia que surgiu uma distorção. Os povos europeus disseminavam que sua cultura era superior á todas as outras.

Atualmente, a ideia de que nenhuma cultura é maior ou melhor que a outra, prevalece pois a diversidade dos seres humanos também é fundamental para a vida. Porém, ainda existe nessa sociedade moderna e esclarecida, diversos tipos de preconceito, devido á esses processos históricos.

Texto de: (MORAES, Thaís Albernaz de )